
Transcrevo uma reflexão, feita na área católica, que me parece muito útil e pertinente, sobre o "casamento" gay:
"A proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovada pelo Parlamento a 11 de Fevereiro, com votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes. Seis deputados do PSD abstiveram-se. O CDS-PP e a maioria da bancada social-democrata votaram contra o diploma, bem como as suas deputadas independentes eleitas pelo PS.
O diploma retira do Código Civila expressão "de sexo diferente" na definição de casamento. "Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida", é a redacção aprovada. O Senhor Presidente da República tomou a decisão inevitável de promulgar a lei, considerando a continuação da discussão mais fracturante.
O alargamento da palavra "casamento" aos homossexuais continua a ser discriminatório: ainda exclui os poligâmicos e os bestiais, entre outros "casamentos". Mas o PM diz que se trata de "uma visão progressista e de futuro" e que assim se cria "uma sociedade com menos discriminações".
Trata-se de um avanço da civilização, na linguagem da maioria dos socialistas e de outros, ao destruír a família por dentro. Na verdade, para a maioria dos deputados portugueses, destruir a família corresponde a um avanço da civilização".
In "Boletim Paroquial de Vila Nova da Telha", nº 171, 23 de Maio de 2010


