segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Hipocrisia, Falsidade e Rancor


... caracterizam a reacção do Partido Comunista Português à atribuição, pela academia norueguesa, do prémio nobel da paz 2010 a Liu Xiaobo.

É triste, é inacreditável, mas a reacção aconteceu mesmo...

Com esta anacrónica, insólita e absolutamente vergonhosa declaração, o PCP mostra toda a sua credibilidade: é um partido de defende corporativamente a sua ideologia deformada, anquilosada e as suas práticas totalitárias, "no matter what it costs"...

Há muito que este partido desconhece o significado das palavras liberdade, alteridade, tolerância, opinião livre e cultura democrática...

Um partido assim não merece nada

domingo, 3 de outubro de 2010

100 anos de quê?

Vasco Pulido Valente escreve hoje, lucidamente, no "Público" verdades que muito custam ouvir e ler aos pseudo-intelectuais que se vão pavoneando no centenário da república:

"(…) Não admira que a República nunca se tenha conseguido consolidar. De facto, nunca chegou a ser um regime. Era um “estado de coisas”, regulamente interrompido por golpes militares, insurreições de massa e uma verdadeira guerra civil. Em pouco mais de 15 anos morreu muita gente: em combate, executada na praça pública pelo “povo” em fúria ou assassinada por quadrilhas partidárias, como em 1921 o primeiro-ministro António Granjo, pela quadrilha do “Dente de Ouro”. O número de presos políticos, que raramente ficou por menos de um milhar, subiu em alguns momentos a mais de 3.000. Como dizia Salazar, “simultânea ou sucessivamente” meio Portugal acabou por ir parar às democráticas cadeias da República, a maior parte das vezes sem saber porquê.

Em 2010, a questão é esta: como é possível pedir aos partidos de uma democracia liberal que festejem uma ditadura terrorista em que reinavam “carbonários” vigilantes de vário género e pêlo e a “formiga branca” do jacobinismo? Como é possível pedir a uma cultura política assente nos “direitos do homem e do cidadão” que preste homenagem oficial a uma cultura política que perseguia sem escrúpulos uma vasta e indeterminada multidão de “suspeitos” (anarquistas, anarco-sindicalistas, monárquicos, moderados e por aí fora)? Como é possível ao Estado da tolerância e da aceitação do “outro” mostrar agora o seu respeito por uma ideologia cuja essência era a erradicação do catolicismo? E, principalmente, como é possível ignorar que a Monarquia, apesar da sua decadência e da sua inoperância, fora um regime bem mais livre e legalista do que a grosseira cópia do pior radicalismo francês, que o 5 de Outubro trouxe a Portugal?
"

Penso que as questões levantadas pelo historiador merecem cuidada e aprofundada reflexão, para que a euforia dos festejos e os discurrsos fleumáticos não nos toldem a compreensão...

domingo, 26 de setembro de 2010

A péssima moeda


Onde está o Sr. Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva que escreveu este artigo?

Quando tantos, tantos, lutam pela sobrevivência de um cadáver moribundo chamado III República em prol da sacrossanta "estabilidade governativa", é caso para perguntar: que interesse há em manter este "lodaçal", este segundo "pântano", esta vida miserável e esta canalhocracia??

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Império da Ignorância


Encontrei, através da rede social "Facebook", uma carta aberta do Maestro António Saiote, Docente na Escola Superior de Música e artes do Espectácullo do Instituto Politécnico do Porto (ESMAE-IPP) e (re)conhecido clarinetista e director de orquestra, dirigida aos seus conterrâneos de Loures (a propósito de uma inacreditável tomada de posição do autarca daquela localidade no ano do centenário da República), que bem ilustra o império da ignorância em muitas instituições de poder em Portugal.

É lamentável, sendo escrupulosamente verdadeira e inevitavelmente pressagiadora de uma condição periférica...

Passo a citá-la tal como a encontrei no "fora do carreiro":


"Queridos concidadãos,

Desde menino que ouvia relatos orgulhosos da república ter sido declarada a 4 de Outubro em Loures. Os meus avós, pais, amigos tinham esse feito como algo que nos distinguia dos de outras terras. Várias vezes me correram as lágrimas quando perfilado na banda de Loures tocava o Hino nacional. Aliás elas estão a correr agora!

Matarruanos e Republicanos

Há 2 anos falei com o presidente da Câmara alertando para a importância do evento e da dignidade que merecia. Informei também que a única vez que o Parlamento tinha reunido fora de São Bento tinha sido em Santo Antão do Tojal, facto dele desconhecido.

Lembrei que se tudo fosse preparado atempadamente e correctamente poderia obter financiamento da comissão nacional.

Esperava estar a tratar com pessoas que sabiam a diferença entre a obra-prima do mestre e a prima do mestre-de-obras!

Passaram 2 anos para obter uma resposta à minha proposta. Primeiro ela foi positiva e perante assessores tratámos de problemas logísticos e há 1 mês veio a cambalhota rasteira.

Por educação não vou definir a maneira como tudo foi mal tratado. Confundi o tipo de interlocutores ao serviço da nossa Câmara. Esqueci-me que há representantes de um novo partido em Loures e uma nova imagem por eles escolhida PCB - Partido do Caracol e da Bejeca.

Resta-me desejar que a nossa terra volte a ter pessoas ao seu nível e ao nível dos seus egrégios avós!"


António Saiote


Que mais dizer?

No blogue onde esta notícia é citada diz-se e muito bem: "publico, por ser merecedora de toda a divulgação, uma Carta Aberta do Maestro António Saiote aos seus Concidadãos. Loures, prossegue na ribalta pelas piores razões. Não é apenas a cultura que está a ser "estrafegada". É também a ética, os princípios e o respeito por aqueles que são reconhecidamente embaixadores de Loures e da sua cultura".

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alarme Geral


A dívida pública portuguesa está a crescer 2,5 milhões de euros por hora...

Já não há palavras que qualifiquem tanta falta de vergonha, tanto desgoverno, tanta incompetência e tanta mentira e pulhice...

Sócrates y sus muchachos são a escumalha mais reles e medíocre que São Bento alguma vez albergou...

É lamentável que o país esteja a afundar-se e muitos queiram ir para o fundo com um timoneiro narcisista, que apenas se pavoneia sem governar e que se está marimbando para Portugal e para nós Portugueses...

Só posso chegar a uma conclusão: devemos estar num momento de transição e de grande crise a todos os níveis...