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quarta-feira, 10 de março de 2010

A Razão dos Justos


Na civilização da imagem e da publicidade, um logro muito bem vestido e com boa imagem (com "liftings" e "botox") pode "vencer", eleitoralmente, a experiência, a serenidade, a anti-política (no fundo) e a verdade.

Serve isto para dizer que, com a ilusão ignara da facilidade e a manipulação retórica do discurso político, o povo português (felizmente não todo) preferiu um vigarista, um mentiroso e um desqualificado como José Sócrates a uma pessoa íntegra, vertical e rigorosa como Maria Manuela Dias Ferreira Leite.

Manuela Ferreira Leite tinha TODA a razão quando denunciou o endividamento galopante e a necessidade de conter o investimento "faraónico" para que, antes de tudo o mais, se pagasse o que se deve - princípio que, para o PS, é "letra morta"...

Sócrates disse que não - claro... Era o futuro que estava em causa... o país não podia ficar parado com "complexos salazarentos" e outras patacuadas... etc... etc...

Afinal quem tinha razão?

Quem sai vitorioso?

Manuela Ferreira Leite e o principal partido da Oposição - o PSD.

Que, mérito lhe seja feito, tem apresentado muita lucidez nesta área particular.

A Presidente do PSD "sai de cena" com grande dignidade e com mais uma vitória política pessoal.

Para ela a minha homenagem e o meu respeito mais vivo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Um palpite laranja


Caso se confime a crescente onda de apoios de peso (e a aceitação do próprio em entrar na "corrida", sendo muito previsível que com esta onda "quase" consensual não lhe restem grandes dúvidas) dos quais apenas destaco Paulo Rangel, José Luís Arnault, Alexandre Relvas, Morais Sarmento e "implicitamente" Alberto João Jardim, creio que não haverá dúvidas que Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa será o próximo presidente do PSD, sem grandes dúvidas ...

Faltando ainda algum tempo para indicar novas candidaturas e novos apoios das "elites" e dos "basistas" (o que quer que estas expressões signifiquem), Marcelo leva já uma inegável vantagem, que seria imprudente subestimar ...

No meu caso pessoal, não tendo aínda formulado qualquer escolha ou desejo, posso dizer aquilo que não quero para o PSD:
  • Um Presidente que passou um ano inteiro a auto-promover a sua imagem num ciclo eleitoral terrível, em que era importante que o Partido estivesse unido e militante no seu combate (a sua não inclusão na lista de deputados é, a meu ver, um castigo justamente penalizador de uma atitude guerrilheira desagradável e constante - e que teve nas Europeias e em Vila Real um ponto culminante)

  • Um Presidente que esteja a invocar patrocínios da líder (ainda) em funções e que esteja também a fazer o seu "sprint" para a meta recorrendo ao poder que (ainda) detém na vice-presidência partidária, quando se trata de uma pessoa sem qualquer dimensão intelectual e programática relevante ... Mais: quando essa mesma pessoa "fez a cama" ao líder que, com mais de 60% dos votos expressos pelos militantes foi legitimado para vencer José Sócrates e que foi constantemnte vilipendiado e posto em cheque por ambiciosos arrivistas ... como o dito senhor e a sua entrevista à Visão em Abril de 2008 (para bom entendedor ...)

  • Um Presidente que represente aquilo que é preciso "exorcizar" no PSD: o longo (e marcante) passado cavaquista ... há que virar a página desse passado (que muitos e bons frutos deu ao progresso do país, mas que está esgotado ... ponto)

E sei também aquilo que, em termos de perfil, quero para o PSD:

  • Um líder forte, apoiado pela maioria do partido

  • Um líder inteligente, capaz, com provas dadas

  • Um líder com "boa" imprensa e que a possa usar em benefício do partido (desde a segunda maioria absoluta de Cavaco que é rara a "boa" imprensa no PSD)
  • Um líder que saiba o que quer, que faça uma reforma dentro do PSD, na sua forma de comunicar e de agir politicamente e que, depois desse trabalho feito, possa - de facto - reconquistar a confiança (há muito) perdida pelos portugueses no PSD ...

  • Um líder que - como MFL, faça-se-lhe justiça - perceba o potencial criativo representado pela JSD e lhe possa dar mais força dentro do Partido para que este se possa aproximar da linguagem das novas gerações e dos novos discursos sociais

  • Um líder que, em suma, seja capaz, culto e que leia bem os ventos que vão soprando no mundo

  • Em resumo: um líder de dimensão!

Não sendo possível contar com Paulo Rangel (minha desejada primeiríssima escolha), vejo neste momento duas figuras que podem representar este perfil:

  • Paulo Mota Pinto (um homem que, ainda há 1 ano, era desconhecido da esmagadoríssima maioria dos portugueses - um Professor de Coimbra jovem e inteligente, mas já com currículo político e com uma "boa" cabeça, arrumada e empreendedora; tem a vantagem de estar no Parlamento para enfrentar "cara a cara" José Sócrates; tem a vantagem de não ter "passado" o que é uma inegável mais valia; tem a vantagem de perceber as novas plataformas e círculos de comunicação política - é a minha escolha preferida)

  • Marcelo Rebelo de Sousa (que reúne todos os predicados ditos acimas mas que, na minha opinião, tem apenas um "handicap": Já foi líder do PSD ...

Mas, não foi Sá Carneiro líder do Partido por mais do que uma ocasião?

A ver vamos ...

domingo, 18 de outubro de 2009

O que falhou no PSD?


Depois de um ciclo eleitoral em que - muitos se parecem esquecer - o PSD venceu 2 das 3 eleições que se realizaram: europeias e autárquicas (tendo apenas perdido as legislativas), é chegado o momento de nos sentarmos todos (sobretudo os que, como eu, são "laranjas") e de reflectirmos no que aconteceu e como se poderá evitar erros semelhantes no futuro:
  1. A eleição de Manuela Ferreira Leite representou uma mudança de paradigma nas últimas lideranças políticas do PSD - um perfil mais austero, mais prudente, menos efusivo e, sobretudo, com menor "verbo" e menos capacidade empática (o que se traduz, inevitavelmente, em menos "carisma" - algum deste, diga-se, tem sido cada vez mais insuflado e fabricado pelos "fazedores de opinião" e pela imprensa ...)

  2. Esta liderança afirmou, desde cedo, que o seu lema e o seu grande projecto político seriam a reabilitação do país através da confiança na verdade e na transparência como formas de acção: a política de verdade. Desta forma, assumindo compromissos e não fazendo promessas, estabelecer-se-ia uma relação de confiança com o eleitorado e restaurar-se-ia algum do prestígio perdido das instituições.

  3. Por outro lado, Manuela Ferreira Leite afirmou a sua vontade de não realizar comícios e grandes manifestações de "política-espectáculo", mantendo uma linha de coerência face à sua leitura da grave situação económica e social do país. Nesta mesma linha de acção política preferiu o contacto de proximidade com as populações e as empresas - o que se reflectiu, naturalmente, na sua campanha eleitoral.

Definidas as grandes linhas gerais, vejamos o que se passou no espaço de tempo entre Maio e Setembro de 2009:

  1. O PSD vence, de forma clara, as eleições europeias (em grande parte pela extraordinária força e capacidade de Paulo Rangel), deitando por terra a estratégia da "roubalheira" de Vital Moreira (que chamou à colação numas eleições europeias o caso BPN, colando-o ao PSD) e os ataques sucessivos da clique socretina. Também, internamante, Manuela Ferreira Leite vence a "sua" batalha: Paulo Rangel foi uma aposta pessoal da líder do PSD! Foi uma cartada alta, arriscada, já que Paulo Rangel vinha fazendo um extraordinário trabalho na Assembleia da República, enquanto líder parlamentar, mas - e bem - entendeu a Presidente do PSD que era necessário começar o ciclo com um "trunfo".

  2. Este triunfo garante a Manuela Ferreira Leite um grande balão de oxigénio, já que, como é consabido, a intriga e a guerrilha interna no PSD nos últimos anos tem sido, verdadeiramente, autofágica e em muito tem contribuído para o desgaste e a perda de eleitorado do Partido. Não nos esqueçamos que uma eventual derrota, mesmo que pequena, poderia ser logo sinal de "pedido de cabeça" e de novo ciclo de instabilidade, desviando-se o partido daquilo que deevrá ser essencial: o país.

  3. No caminho para as Legislativas, Manuela Ferreira Leite termina o Forum "Portugal de Verdade" (na minha opinião, um dos maiores contributos desta liderança para a afirmação de um projecto de governo alternativo e para a convocação de esforços e de vontades - nomeadamente independentes, onde destaco os fantásticos contributos de Belmiro de Azevedo, João César das Neves, Nuno Crato, Daniel Bessa, Maria José Nogueira Pinto e tantas outras figuras de primeiro plano). Para além disso, afirma a sua linha orientadora (até aqui coerente) e que parece estar a ser bem assimilada pelos portugueses (a tal ponto que as sondagens mostram uma tendência até ao final do verão: a proximidade "taco a taco" entre PSD e PS).

  4. Mês de Julho-Agosto. As listas de deputados são enviadas pelas Comissões Políticas Distritais (depois de terem sido aprovadas nos plenários das Assembleias Distritais) para a Comissão Política Nacional, que vai dar o seu parecer sobre as mesmas. Balanço: uma boa parte dos cabeças de lista propostos pelas distritais são substituídos por Manuela Ferreira Leite e pela sua equipa (ex: em Vila Real - Passos Coelho é preterido por Montalvão Machado; Faro - Mendes Bota é preterido por Jorge Bacelar Gouveia; em Santarém - Miguel Relvas é preterido por José Pacheco Pereira; em Bragança - Adão Bastos é preterido por José Ferreira Gomes, etc ...). Para além disso, a líder - pessoalmente - assume a escolha de António Preto e Helena Lopes da Costa, 2 deputados envolvidos em processos judiciais ainda não concluídos e em fase final. No caso de António Preto, a escolha é duplamente simbólica: trata-se de um aliado de longa data da agora Presidente do Partido, que contou com o seu apoio na eleição como Presidente da Distrital de Lisboa (e vice-versa) e que está envolvido no célebre "caso da mala" (infelizmente célebre) que está relacionado com a angariação de fundos na campanha eleitoral interna para a Distrital.

  5. Acresce que, por opção política também pessoal, Manuela Ferreira Leite optou por não incluír na lista o seu adversário nas eleições internas: Pedro Passos Coelho, bem como Miguel Relvas (um dos mais próximos apoiantes do primeiro). Esta opção acabou por ter como consequência uma lista menos ampla, menos representativa, mas que procurou ter uma bancada una em torno da direcção do Partido. Naturalmente que, por um lado, compreendo que Ferreira Leite quisesse (como toda a gente quer, é bom que se diga) uma bancada leal, mas é também verdade que o grupo parlamentar perdeu vozes que lhe poderiam dar, eventualmente, mais riqueza e diversidade.

Foi neste quadro que o PSD partiu para a campanha eleitoral para as eleições legislativas, sendo que se confrontava com as seguintes dificuldades:

  1. A "política de verdade" foi afectada pela escolha de António Preto e Lopes da Costa
  2. O Partido não encarou este combate unido, mas fragmentado nas "velhas" disputas internas (atiçadas pela não escolha de Passos Coelho e pela acusação de que estaria a avançar paar uma linha de facção - o que foi um risco desnecessário)
  3. Uma imprensa marcadamente hostil e que aproveitaria o primeiro sinal para "cilindrar" o partido, já de si um pouco fragilizado por declarações sucessivas na imprensa

A força comunicacional do Partido Socialista (que gasta milhares e milhares em "marketeers" e assessorias de imprensa) e a lógica vitimizadora de Sócrates (para não dizer mentirosa e baixa), aproveitando a seu favor as antigas - e sólidas - ligações entre Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite para "subentender" favorecimentos de Belém ao PSD ...

No final das eleições, porque perdeu o PSD?

  1. Porque na recta final, em primeira instância, não se mostrou mobilizado e unido para o grande combate (note-se que foi, praticamente, a JSD - onde me incluo, com muito gosto e em torno da qual participei neste grande combate - e o núcleo duro de Ferreira Leite - com o concurso de uma/outra "figura nacional" que estiveram ao lado de MFL)
  2. Porque a mensagem não passou e o projecto não pôde ser clara e correctamente apreendido pelas pessoas (presas nos "soundbites" socialistas - como as acusações de que MFL era "salazarista" ou o medo da perda de direitos, ou a privatização da segurança social, enfim ... valeu tudo no jogo sujo do PS!)
  3. Porque MLF foi posta em causa - numa altura em que o que mais importava era o país - pelos seus companheiros de partido (que não souberam por de lado velhas divergências pessoais em vez de reconhecerem o perfil e competência da candidata)
  4. Porque o "caso das Escutas" prejudicou objectivamente o PSD (sendo que foi um erro dedicar tempo de antena, durante a campanha a este tema, mordendo o "isco" da imprensa)
  5. Porque MFL foi educada e "limpa" nos debates (e os portugueses gostam de líderes autoritários, mandões, que imponham "respeitinho" - o português gosta de ser "mandado")

Por último julgo que os portugueses talvez não quisessem um Primeiro-Ministro rigoroso, exigente e, acima de tudo, responsável

A ver vamos qual o destino deste país e o seu futuro

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Manuela Ferreira Leite "Live"

O Grupo Amarelo da UV (Universidade de Verão) 2009, na presença do magnífico Reitor Carlos Coelho (da esquerda para a direita: 3º na fila de trás) e da Dra. Manuela Ferreira Leite, Presidente do Partido (ao centro, com as "cores" do inimigo :)

Consta-se que andou por lá um senhor que dá pelo nome de Gonçalo Marques e que parece (não tenho a certeza ...) ser o 1º da fila de trás, vestido de laranja (porque será ?)

Tudo intrigas, notem bem ...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mais uma imolação no PSD

O PSD parece perito em eliminar os seus melhores, as suas grandes referências e em esquecer que o seu verdadeiro combate está naqueles que, repetidamente e ao longo destes 15 anos, tão mal têm feito a Portugal: os Socialistas!

Depois de Fernando Nogueira e Pedro Santana Lopes é agora a vez de Manuela Ferreira Leite perecer politicamente às mãos daqueles que deveriam combater Sócrates e o seu (des)governo.

É inaceitável que a intervenção ingénua e politicamente irresponsável de Cavaco Silva no chamado "caso das escutas" tenha tido como única consequência visível o claro prejuízo do PSD na campanha (com bastonadas de todos os lados, como se Manuela Ferreira Leite estivesse no lugar de PM e não Sócrates!). Mais uma vez - e depois dos 2 casos já referidos em cima - Cavaco é o máximo e directo responsável pela imolução de mais um candidato a primeiro-ministro do PSD!

É evidente que Manuela Ferreira Leite cometeu muitos erros tácticos - a política é, a este nível e cada vez mais (infelizmente) um jogo táctico - e que teve alguma naturalidade nas suas declarações (o que, na minha opinião, é fantástico) que objectivamente a prejudicaram ...

Tenho pena de ver que o meu Partido trata tão mal as suas grandes referências e baluartes, em prol de "vitórias" (vitoriazinhas de poderes pessoais, pequenos feudos dentro do partido) e de outras jogadas que me recuso a comentar, pela sua vil baixeza ...

Foi o caso de Manuela Ferreira Leite: uma grande Senhora, com grande Determinação, Força, Competência e Seriedade que tão bem faria a um país pobre, pobre e desacreditado!

Como é possível que Menezes possa dizer que não participou na campanha porque não foi "convidado"? Acaso é mais militante que eu ou qualquer outro que participamos nesta campanha espontaneamente e com a única e verdadeira vontade de colocar alguém competente e sério à frente deste país!?

Ter-se-á esquecido Menezes que o seu filho Luís Menezes era candidato a Deputado (e foi eleito) pelo Distrito do Porto? Não lhe ficaria bem - até por isso - estar pronto para batalha e lutar, de coração aberto - como disse repetidamente na Sic Notícias e noutros espaços, junto da direcção e das bases pela derrota de Sócrates?

Entristece-me ver que aqueles que tanto lutaram contra o "baronato" e as "elites" estão hoje a tornar-se "aristocratas" e manipuladores - nas sombras - do Partido na comunicação social!

A grande sangria do PSD neste momento é provocada por pessoas que anseiam viver à custa deste grande partido para serem "gente".

Porém, não passam de "gentalha" ...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Por quê votar em Manuela Ferreira Leite? (4)

  • Porque tem um currículo académico e político relevante e de qualidade
  • Porque é honesta e competente
  • Porque é determinada
  • Porque não faz política como os outros políticos
  • Porque é capaz de lutar contra grandes forças

PORQUE é, de longe, a melhor primeira-ministra que Portugal pode ter num momento em que o país vagueia, sonâmbulo, rumo ao precipício ..,

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fantástica Manuela

Manuela Ferreira Leite apresentou-se hoje - em grande forma - no "esmiuça os sufrágios", dos Gato Fedorento. Solta, descontraída e - fiel ao seu estilo - serena ao mesmo tempo.

Desde o princípio que MFL entrou em amena cavaqueira com Ricardo Araújo Pereira. Meteu-se com o entrevistador por causa das suas preferências políticas (e a propósito da questão casamento-procriação, lançando a "batata quente" de forma muito hábil) e consegiu arrancar deste membro dos "gato" alguns sorrisos indisfaçáveis.

A grande vantagem de MFL é que toda a gente tem sempre fracas expectativas em relação ao seu desempenho televisivo - e a Presidente do PSD, consciente deste seu papel de "outsider" mediática, aproveita, brilhatemente, esta vaga de fundo adversa transformando-a num trunfo a seu favor!

Este é, neste momento, um dos grandes trunfos de MFL nesta campanha: a sua argúcia política.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Por quê votar em Manuela Ferreira Leite?

Porque é uma pessoa responsável, honesta e que tem um percurso profissional e político que lhe dão a experiência e a prudência necessária para resgatar Portugal do covil de incompetência que se abateu sobre a nossa pátria.

Além do mais, é uma figura respeitada e prestigiada na Europa e não assumirá, certamente, uma posição de caixeira viajante a vender "Magalhães" em cimeiras internacionais, nem fará favores a países mais poderosos - como agora se viu no caso TGV-Espanha.

É, acima de tudo, uma mulher determinada e que tem muita experiência política.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alberto João Jardim


Em Portugal - país (ainda) pequeno e (ainda) pobre de espírito - é muito mais fácil alinhar nos clichés, nas frases feitas, na hipocrisia moral do que ser arrojado, corajoso e combativo e, por que não dizê-lo, capaz de "chamar os bois pelos nomes".

Continua a ser - e tantos dizem mal da Inquisição, da PIDE e de outras forças socio-morais - a mentalidade bafienta dos ratos de sacristia que, batendo no peito, fazem hipocritamente o contrário do que defendem ...

Alberto João Jardim é o único político em Portugal que tem coragem de colocar questões essenciais e pertinentes na ordem do dia - lançando sucessivamente "avisos à navegação" numa linguagem popular (que todos entendem! mas fazem de conta ...):
  • o disparate constitucional da discriminação dos regimes de extrema direita (quando não proíbe, por exemplo, ideologias igualmente nefastas como o colectivismo ou a ideia da superioridade da classe operária - não é isso uma forma encapotada de "oligarquismo" e "racismo" social)

  • o carácter anacrónico da nossa constituição (que foi elaborada em 1975, numa conjuntura revolucionária e em pleno "embrião" de uma experiência sovietizante)- o centralismo avassalador e a mentalidade "colonialista de Lisboa" sobre o país

  • a discriminação de que a Madeira tem sido alvo sendo a região do país que mais riqueza produz (fora o empolamento dos números de Lisboa e vale do Tejo - produtora de papéis e burocratas)

E já nem falo da Madeira "antes" e "depois" de Alberto João Jardim ... a sua obra, a sua capacidade de liderança e o seu empreendedorismo fizeram de um território pobre uma das regiões com maior criação de riqueza "per capita" da UE!
Mas, claro, tal como "ninguém" gosta do Tony Carreira, do Quim Barreiros e de outros autores que, genuinamente, defendem os nossos valores e lutam pelo nosso país, Alberto João Jardim está sujeito à mais velha e familiar instituição nacional: a inveja



terça-feira, 1 de setembro de 2009

Balanço da UV 2009


Na passada semana estive presente na Universidade de Verão organizada pelo Partido Social Democrata, pela Juventude Social Democrata e pelo Instituto Francisco Sá Carneiro (tendo o patrocínio do PPE), com a direcção do Magnífico Reitor Carlos Coelho.

Por este evento passaram personalidades prestigiadas como Marcelo Rebelo de Sousa, Alberto Amaral, Sérgio Machado dos Santos, Miguel Monjardino, Rui Rio, Pedro Santana Lopes, Manuel de Lemos, Suzana Toscano, Paula Teixeira da Cruz, entre muitos, muitos outros ...

Os 100 jovens quadros do PSD (e também muitos independentes) tinham um dia ocupado (em geral) da seguinte forma:
- aula às 10h
- almoço às 12.30-13h
- nova sessão de trabalho (aula ou trabalho nos vários grupos) às 14h30
- nova sessão de trabalho (aula ou trabalho nos vários grupos) às 17h30
- jantar-conferência às 20h
- a partir das 23h (trabalhos de grupo)

A UV estava organizada em 10 grupos (cada um deles com 10 membros) representados por cores diferentes: amarelo, azul, verde, beije, rosa, vermelho, laranja, cinzento, roxo, branco.

Foi uma extraordinária oportunidade de contactar com malta jovem de todo o país e de trocar ideias (fazendo também contactos).

Acho que é daquelas experiências e oportunidades únicas que temos na vida e, também, daqueles momentos que não se repetem ...

Muito Obrigado por ter sido um dos felizardos!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A(s) Vitória(s) e a Derrota


A passada noite trouxe - para muitos incautos - surpresas inimagináveis há umas semanas atrás ...

Suponho - na minha ingenuidade - que estes "incautos" não viajem em transportes públicos, não vão ao mercado ou à mercearia, não vão ao futebol ou a qualquer outro distinto "ajuntamento" de cidadãos (já não falo em manifestações ...!) e que, portanto, desconheçam o sentir e o pensar popular ...

Porque só assim é possível que não tenham percebido que o grande derrotado fosse o PS e as suas políticas trauliteiramente fascizóides, polvilhadas de um cripto-estalinismo e de uns laivos de castrismo!

Mas vamos ao que interessa: a quem ganhou!

Julgo que todos reconhecerão - mais ou menos, com maior sofrimento ou com mais satisfação - que o grande vencedor foi o PSD, que teve que lutar de forma aguerrida nesta campanha eleitoral contra 3 forças principais: a "indústria" das sondagens, a "máquina" de propaganda governamental e o facto-político-consumado de que Sócrates era invencível e que as eleições iriam ser - pese embora a sua manifesta incompetência! - um passeio!!!!

Por outro lado, Manuela Ferreira Leite mostrou "garra" e capacidade de liderança ao afirmar a sua linha política, o seu candidato e ao dizer quem mandava dentro do PSD! Manuela tinha nesta contenda eleitoral 2 batalhas: a interna - que venceu com distinção ao mostrar aos putativos candidatos a líder do PSD que está para ficar e de boa saúde política; e a externa - mostrar aos Portugueses que era capaz de corporizar uma alternativa política de verdade e de competência em contraste com os "sound bites" inconsistentes deste governo.


É preciso não esquecer que Paulo Rangel foi uma escolha pessoal da líder - para desagrado de muitos - e que se revelou uma agradável surpresa para muitos e uma "certeza" confirmada para outros. Outro grande vencedor destas eleições e, sobretudo, uma esperança para o futuro político de Portugal numa razoável hipótese de poder ser Presidente do PSD no largo prazo.

Outros vencedores:
  • o BE: que passa a terceira força política e consegue 3 deputados (!?)

  • a CDU (PCP-PEV): que se consolida e sobe na votação

  • o CDS-PP: que as empresas de sondagens há tanto tempo andam a tentar enterrar, mas no qual a população teima em continuar a apostar, tendo subido a sua votação (Parabéns pela moção de censura e, sobretudo, por aquilo que ela pode representar para o CDS: a apresentação de um programa político alternativo!)

  • Laurinda Alves - rosto no qual o MEP apostou e que lhe valeu alguns milhares de votos (cerca de 2% da votação)pela sua consistência e brio intelectual

  • E finalmente: Portugal - porque ganhou consciência de que, em Democracia, não estamos fatalmente destinados a aceitar passivamente a mediocridade governativa!

VIVA PORTUGAL!




domingo, 31 de maio de 2009

O Campeonato dos Indigentes


De facto, perante a indigência intelectual da campanha socialista, nomeadamente a "peixeirada" de Vital, o canto do "malhão" de Lello, as declarações vergonhosas de José Sócrates a MFL e Paulo Rangel, ficamos a perceber que a qualidade do discurso de Paulo Rangel, homem de fina cepa intelectual e de uma grandeza moral que já não cabe na "politicazinha" da socretinização, merecia um adversário muito melhor!

O desespero reina nas hostes socialistas ... Mas os portugueses não estão já tão anestesiados assim - e sabem porquê?

Porque sentem que o país está pior que há 4 anos, porque sentem que a crise não é (só) internacional, porque vêem que por trás do discurso político do governo não há ideias, mas falta de educação, prepotência, arrogância e desespero perante o discurso consistente e aguerriodo de toda a oposição!

Portugal renascerá (espero) desta fase de 4 anos de uma apagada e vil tristeza!



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um amo que serve 2 senhores


Sem qualquer ponta de vergonha na cara e mostrando aquilo que já suspeitávamos (lembram-se que tomou posse como Presidente da Liga e disse que manteria o seu lugar de Deputado na AR? E manteve mesmo!) - uma falta de ética absoluta!
O actual Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (que, exactamente por o ser, exigia um Presidente "Profissional), Hermínio Loureiro, anunciou que será o candidato do PSD à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, rendendo o actual Presidente de Câmara Ápio Assunção, que depois de 2 mandatos decide saír de cena.

E agora pergunta-se:
  • Onde está o projecto longo e duradouro de "regeneração" do Futebol Português?

  • Como fica a sua posição na Liga?

  • Onde pára a Ética no meio disto tudo?

Acho INACREDITÁVEL que isto possa ser possível num país que - ingenuamente - pensei que pudesse estar a tornar-se mais desenvolvido ...

Não quero acreditar que a Dra. Manuela Ferreira Leite possa pactuar com uma situação destas! Acho que isto seria o descrédito absoluto! Até por causa do "caso" Gonçalo Amaral em Olhão ... Que argumento será invocado agora?


Espero que não seja o mesmo que Marques Mendes invocou em 2005, quando não apoiou Isaltino e Valentim para apoiar Isabel Damasceno - quando TODOS eram arguidos em processos judiciais...


Não admira que os Portugueses estejam cada vez mais enojados da vida política!


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Paulo Rangel


Paulo Rangel é, na minha opinião, no actual quadro político nacional, o maior valor acrescentado que o nosso parlamento possui (possuía) e veio trazer uma verdadeira "lufada de ar fresco" aos velhos políticos botas de elástico que a nossa casa mãe da democracia alberga, qual cativeiro de gerontes.

Rangel é Professor da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto há vários anos, com grande brilhantismo e qualidade académica (para além da sua produção científica, também ligada ao Direito Europeu).

Fico contente que o meu partido - o PSD - tenha escolhido um excelente candidato, com provas já dadas na nossa arena política doméstica e que, pelo seu perfil, estou certo, muito bem representará o voto de todos os que lhe dêem a sua confiança.

Aliás, vejo na blogosfera uma interessante vaga de fundo de pessoas que partilham desta opinião, mesmo os mais insuspeitos. Julgo que isto revela que, pese embora as preferências políticas de cada um, a qualidade não conhece fronteiras nas habituais "palas" políticas que alguns possam ter.

Manuela Ferreira Leite está de parabéns pelo facto de ter feito esta escolha pessoal, contra a opinião de muita da sua "troika", o que demonstra a sua liderança e capacidade de tomar decisões contra a corrente.


sábado, 17 de janeiro de 2009

Um tempo de reorganização

Na passada quinta-feira, a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite teve oportunidade de esclarecer muitas das posições do partido que lidera em questões importantes como os grandes investimentos públicos, a luta contra a crise económica actual e os próximos combates eleitorais. Com grande serenidade e maturidade política, Ferreira Leite rejeitou liminarmente obras megalómanas como o TGV; afirmou que o país se deve "voltar para dentro" e investir toda a folga orçamental nas nossas empresas e na potenciação da nossa economia; disse que a dívida pública aumentou, só no último ano, 67% (penso que é assustador) e que é vergonhoso que em poucos meses, se apresente um orçamento rectificativo que duplica a despesa (note-se que passamos de um défice de 2,2 para 3,9%).
Esteve mal quando disse que o PSD tem marcado a "agenda política" com os temas que tem trazido para a praça pública (as intervenções de Paulo Rangel têm sido "intermitentes" e o comportamento da bancada do PSD ainda não foi esquecido ... e depois houve os imensos silêncios, recorde-se ...).

Por outro lado, MFL teve ocasião de desafiar Sócrates a um debate em que se confrontem as propostas de ambos para o futuro do país - coisa que o primeiro-ministro não aceitou, sem dizer a razão (segundo MFL), mas que permitiu, desde logo, à Presidente do PSD afirmar que o senhor Sócrates está a "jogar à defesa" ... E porque não?

Penso que MFL esteve bem nesta entrevista com uma Judite de Sousa a insistir especialmente na "tecla" da divergência política entre Ferreira Leite e Santana Lopes ... Acho que podia ter colocado outras perguntas para que o país perceba o que pensa a líder da oposição de questões tão importantes quanto o controlo asfixiante da informação pelo Governo, a pobreza crescente, o deesemprego galopante ... enfim ... o que não faltava eram temas ... Mas Judite perdeu-se no "politiquês" intriguento. Já nesta sexta-feira, MFL participou num comício onde denunciou as "queixinhas" feitas por José Sócrates a José Luis Rodriguez Zapatero, segundo as quais a oposição, em Portugal, não aprova a construção do TGV (será que Sócrates está com medo?). MFL não é, nem nunca será (a própria o reconhece com honestidade) uma grande tribuna, mas não esteve mal ...

Este fim de semana teremos também o congresso do CDS-PP (sobretudo deste último = Paulo Portas). Parece que haverá apoio a Santana Lopes na CML e há margem para um entendimento mais alargado nas autarquias ... A ver vamos ... De qualquer forma, ao seu estilo, Portas agarrou-se àquelas que têm sido as bandeiras do seu partido na luta na arena parlamentar e na esfera pública: os impostos sufocantes, as baixas pensões, a insegurança e a necessidade de reforçar o controlo das autoridades, bem como a substituição do actual modelo de avaliação dos docentes.

Penso que este fim de semana pode servir para retemperar baterias na oposição "mais à direita" (até me arrepio de dizer isto porque acho que, no actual espectro parlamentar, não temos ninguém mais à direita que o PS de Sócrates). O país bem precisa de mais energia, mais debate e mais esclarecimento ...