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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lido no "Blasfémias"


Passo a citar um comentário que acho admirável

"Sou comunista e ainda há dias tive na Madeira e fiquei estupefacto com o nível de vida e de liberdade que existe na Madeira.

Até parece outro país. Tudo limpo. Organizado. Muita hospitalidade e tolerância.
Comprei o «Diário de Notícias” do Funchal e fique siderado com os ataques que fazem ao Governo da Madeira e ao seu Presidente.

Comprei também o “Garajau”, um jornal satírico, que diz do Alberto João o que o Maomé não disse do toucinho.

E outra coisa: o povo anda feliz e está contente com os seus governantes.
Aqui no Continente 9 em cada 10 querem “enforcar” o Sócrates.
Aqui, no Continente, há contínuos atentados à liberdade de imprensa e de expressão.
Há coação sobre os funcionários públicos e empresas.

O Alberto João ao pé dos socretinos é um menino do coro
…"
Júlio Costa, no "Blasfémias"

MUITO BEM!!


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alberto João Jardim


Em Portugal - país (ainda) pequeno e (ainda) pobre de espírito - é muito mais fácil alinhar nos clichés, nas frases feitas, na hipocrisia moral do que ser arrojado, corajoso e combativo e, por que não dizê-lo, capaz de "chamar os bois pelos nomes".

Continua a ser - e tantos dizem mal da Inquisição, da PIDE e de outras forças socio-morais - a mentalidade bafienta dos ratos de sacristia que, batendo no peito, fazem hipocritamente o contrário do que defendem ...

Alberto João Jardim é o único político em Portugal que tem coragem de colocar questões essenciais e pertinentes na ordem do dia - lançando sucessivamente "avisos à navegação" numa linguagem popular (que todos entendem! mas fazem de conta ...):
  • o disparate constitucional da discriminação dos regimes de extrema direita (quando não proíbe, por exemplo, ideologias igualmente nefastas como o colectivismo ou a ideia da superioridade da classe operária - não é isso uma forma encapotada de "oligarquismo" e "racismo" social)

  • o carácter anacrónico da nossa constituição (que foi elaborada em 1975, numa conjuntura revolucionária e em pleno "embrião" de uma experiência sovietizante)- o centralismo avassalador e a mentalidade "colonialista de Lisboa" sobre o país

  • a discriminação de que a Madeira tem sido alvo sendo a região do país que mais riqueza produz (fora o empolamento dos números de Lisboa e vale do Tejo - produtora de papéis e burocratas)

E já nem falo da Madeira "antes" e "depois" de Alberto João Jardim ... a sua obra, a sua capacidade de liderança e o seu empreendedorismo fizeram de um território pobre uma das regiões com maior criação de riqueza "per capita" da UE!
Mas, claro, tal como "ninguém" gosta do Tony Carreira, do Quim Barreiros e de outros autores que, genuinamente, defendem os nossos valores e lutam pelo nosso país, Alberto João Jardim está sujeito à mais velha e familiar instituição nacional: a inveja



quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um farol de esperança?


Estou certo que depois de lerem este post, muitos dos meus leitores e queridos amigos me vão achar no limiar da sanidade mental e, provavelmente, possuído de um errado sentido de avaliação das declarações de um político, mas cá vai:

Vi, atentamente, a entrevista de anteontem a Alberto João Jardim, superiormente conduzida por aquele que é - na minha modesta opinião - uma das nossas mais luminosas referências do sector mediático: Mário Crespo. Neste novo espaço de entrevista - que estou certo que, pela qualidade do moderador, fará frente à tradicional "Grande Entrevista", de Judite de Sousa - vi um Alberto João Jardim empenhado numa mudança radical (para bem) do país e com uma perspectiva muita clara sobre aqueles que são - neste momento - os problemas estruturantes do nosso atraso secular: o clientelismo, a falta de ambição e a ausência de prioridades correctas.

Alberto João começou por dizer "estou aqui para falar aos portugueses" - e disse mais: "para lhes falar ao coração". Ao contrário de um falso fato de Estado - amorfo, pseudo-responsável, mas oco - em que muitos dos nossos políticos parecem gostar de se enfiar, Alberto João reflectiu lucidamente sobre o fracasso da nossa democratização (na senda dos artigos que vem escrevendo, desde há alguns anos, na sua coluna n'"O Diabo") e sobre - digamo-lo claramente - a hipocrisia e o fracasso absoluto da governação do senhor Sócrates.

O Presidente do Governo Regional da Madeira lembrou ainda as mentiras e maquinações urdidas pelo actual status quo quanto ao nível de vida e aos rendimentos dos madeirenses, em comparação com o restante território nacional e reafirmou que não é separatista e que quem possa ler nas suas declarações vontade de tornar a Madeira independente não está a perceber o verdadeiro alcance das suas declarações de há mais de duas décadas e meia a esta parte: a crítica a um sistema de fartar vilanagem, em que impera a mediocridade e o "yes menismo".

Posso achar que Alberto João Jardim já foi inconveniente e, até, mal educado em muitos momentos da sua carreira política. Creio que por muito nobres que sejam os nossos objectivos políticos, nunca devemos renunciar ao valor do trato urbano no relacionamento com os nossos semelhantes (mesmo que às vezes nos apeteça insultá-los - que é o que merecem ...), mas também tenho que reconhecer que em muitas situações, João Jardim foi retumbantemente verdadeiro quanto ao que penso e muitos pensam (mas, secalhar, não têm coragem de o dizer por palavras tão directas e frontais).

Vi um Jardim diferente do estilo madeirense, para consumo doméstico na ilha. Um Jardim com vontade de combater este fatalismo que parece ser a tentativa de "união nacional" em torno de José Sócrates, sob a pretensa ideia de que "não há alternativas".

Creio que Jardim deu uma ideia muito clara, a quem o ouviu: que - precisamente - "há alternativas!"