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terça-feira, 28 de julho de 2009

Prostituição Política


A atitude de Joana Amaral Dias - confirmada por Francisco Louçã (a quem dou bem mais crédito do que a Sócrates) - prefaz uma atitude que julgo que é absolutamente censurável e indigna de alguém que se diz lutar pela transparência e pela "limpeza" na política ...

Se há algo de pouco higiénico, de nojento e de aviltante num político é o facto de dizer hoje uma coisa e amanhã o seu contrário e de se arvorar em grande "defensor da liberdade" ... Pois Joana Amaral Dias incorre nestes pecados:

  • Enquanto antiga opositora de Sócrates, mostra que uns negócios de mercearia política (que talvez envolvam lugares e prebendas - quem sabe?) são bem melhores do que uma postura responsável e coerente

  • Enquanto dirigente do BE (que o era há bem pouco tempo atrás) mostra que, ou desistiu do projecto que com tanto entusiasmo aacalentou, ou julgou mais pragmático e objectivamente aliciante mudar para um partido com uma "carteira de clientes" bem maior ...

De qualquer modo, chamo esta atitude de Amaral Dias, uma forma de "prostituição política"

Não venha agora defender a transparência, a verdade, etc ... etc ... porque nunca mais terá credibilidade para tal (comparem esta atitude com o que dizia de Sócrates no jornal que ilustra esta crónica)


segunda-feira, 8 de junho de 2009

A(s) Vitória(s) e a Derrota


A passada noite trouxe - para muitos incautos - surpresas inimagináveis há umas semanas atrás ...

Suponho - na minha ingenuidade - que estes "incautos" não viajem em transportes públicos, não vão ao mercado ou à mercearia, não vão ao futebol ou a qualquer outro distinto "ajuntamento" de cidadãos (já não falo em manifestações ...!) e que, portanto, desconheçam o sentir e o pensar popular ...

Porque só assim é possível que não tenham percebido que o grande derrotado fosse o PS e as suas políticas trauliteiramente fascizóides, polvilhadas de um cripto-estalinismo e de uns laivos de castrismo!

Mas vamos ao que interessa: a quem ganhou!

Julgo que todos reconhecerão - mais ou menos, com maior sofrimento ou com mais satisfação - que o grande vencedor foi o PSD, que teve que lutar de forma aguerrida nesta campanha eleitoral contra 3 forças principais: a "indústria" das sondagens, a "máquina" de propaganda governamental e o facto-político-consumado de que Sócrates era invencível e que as eleições iriam ser - pese embora a sua manifesta incompetência! - um passeio!!!!

Por outro lado, Manuela Ferreira Leite mostrou "garra" e capacidade de liderança ao afirmar a sua linha política, o seu candidato e ao dizer quem mandava dentro do PSD! Manuela tinha nesta contenda eleitoral 2 batalhas: a interna - que venceu com distinção ao mostrar aos putativos candidatos a líder do PSD que está para ficar e de boa saúde política; e a externa - mostrar aos Portugueses que era capaz de corporizar uma alternativa política de verdade e de competência em contraste com os "sound bites" inconsistentes deste governo.


É preciso não esquecer que Paulo Rangel foi uma escolha pessoal da líder - para desagrado de muitos - e que se revelou uma agradável surpresa para muitos e uma "certeza" confirmada para outros. Outro grande vencedor destas eleições e, sobretudo, uma esperança para o futuro político de Portugal numa razoável hipótese de poder ser Presidente do PSD no largo prazo.

Outros vencedores:
  • o BE: que passa a terceira força política e consegue 3 deputados (!?)

  • a CDU (PCP-PEV): que se consolida e sobe na votação

  • o CDS-PP: que as empresas de sondagens há tanto tempo andam a tentar enterrar, mas no qual a população teima em continuar a apostar, tendo subido a sua votação (Parabéns pela moção de censura e, sobretudo, por aquilo que ela pode representar para o CDS: a apresentação de um programa político alternativo!)

  • Laurinda Alves - rosto no qual o MEP apostou e que lhe valeu alguns milhares de votos (cerca de 2% da votação)pela sua consistência e brio intelectual

  • E finalmente: Portugal - porque ganhou consciência de que, em Democracia, não estamos fatalmente destinados a aceitar passivamente a mediocridade governativa!

VIVA PORTUGAL!