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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Adivinhem quem tinha razão em 2009?

Artigo no Expresso de 3 de Outubro de 2009:

"O nosso nível de endividamento externo, o aumento do desemprego, o desequilíbrio das contas públicas, a baixa produtividade, a perda de competitividade, a divergência com a União Europeia constituem problemas estruturais muito sérios"

"Se não soubermos inovar, poupar e investir de forma produtiva [...] não será fácil explicar o que nos espera"

Manuela Ferreira Leite:
- Sempre falou que a dívida era imensa e um pesado fardo a combater
- Que não fazia sentido fazer mega-investimentos públicos, porque não havia dinheiro para pagar
- Que o TGV não poderia ser feito agora
- Que o PS não estava a falar verdade aos Portugueses

E ESTAVA EM TUDO CERTA!!!!!

Veja-se esta actualíssima análise de Luís Marques Mendes feita em 24 de Setembro de 2009, no Jornal I, sobre a urgência de ter votado PSD...

Também encontrarão uma boa leitura "reflexiva" sobre o que poderia ter sido votar PSD em 2009, através da pena de Sofia Galvão, então vice-presidente laranja, aqui

E, já agora, este texto de Biancard Cruz sobre a diferença entre PS e PSD.

Quem votou Sócrates 2009 sabia muito bem que era Sócrates...
Agora não se queixem!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O país está doido


2005-2009:

Para quem não tem memória, eu avivo-a (tenho esse dever profissional) - tivemos o Primeiro-Ministro mais arrogante, prepotente e superficial (com o discurso mais formatado que tive ocasião de ouvir na política portuguesa) de que há memória nesta pátria!
  • disse - no seu correcto politiquês - que (todos) os Professores trabalhavam pouco ...
  • disse que os impostos não iam aumentar ... e foi o que se viu
  • prometeu rigor e exigência na governação (e "tirou" uma licenciatura como se viu ...)
  • prometeu combate ao défice e rigor nas contas públicas ... enfim
  • mentiu sobre os dados do desemprego e do défice de forma reiterada e clara
  • colocou amigos em TODOS os lugares de destaque do Estado e nas Empresas Privadas como nenhum outro tinha feito de forma tão descaradamente insolente!
  • e ... e ... continua lá ...

Os portugueses foram chamados a votar e deram o seu parecer ... Sócrates continuou (é o jogo democrático), mas sem maioria absoluta (facto inédito desde o 25 de Abril).

A noite de 30 de Setembro foi uma noite funesta para esta pátria ...

2009 ...:

Apesar de tudo - e de todas as notícias - os portugueses continuam "sintonizados" (hipnotizados) com Sócrates. Depois do "Freeport", da Licenciatura, do controlo vergonhoso da Imprensa (veja-se o que disse recentemente José António Saraiva - aqui e aqui) e de tantas outras trafulhices - que só não foram devidamente punidas porque, como se viu, até o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremo têm "respeitinho" ao chefe ... - por que razão uma parte (ainda que não seja a maioria) de Portugal continua a defender este homem?

Resposta simples: historicamente, os portugueses gostam de quem fale grosso, de quem exija "respeitinho" e de quem espezinhe os outros ...

Há no português um complexo de inferioridade temperado de sado-masoquismo que o leva a idolatrar quem não respeita o seu semelhante e se mostra "cego" perante a realidade.

Doido é o país que diz que tudo isto é uma "conspiração" (um Ministro da República que, ou esclarecia o conteúdo das suas declarações ou era automaticamente demitido pela suspeição insuportável que ajudou a criar), um "assassinato de carácter", um "homicídio político" ...

Os "apparatchiks" tomaram posse (enxamearam) dos blogues e das suas caixas de comentários, envenenando-as com palavras vãs de elogio ao "grande líder" e com uma prosa cretina (além de mal escrita) que empestila os lerdos ...

Um país que desistiu de pensar, que acriticamente "come tudo que lhe dão" e continua a acreditar que, perante dados tão claros e elementos que, todos os dias, chegam ao conhecimento público, este homem é um "santinho" e não está a tomar de assalto TODO o Estado para se perpetuar no poder (ou já se esqueceram das entrevistas que fizeram aos líderes políticos na altura das eleições e do facto de Sócrates ter ficado sem resposta na parte respeitante a "e projectos para além da política ...?") ou é ingénuo, ou é estúpido - ou ambas as coisas!

Quem vive da política e para a política não pode ter outro horizonte que decapitar todos os seus opositores - um a um - usando a força que o poder estatista que reina em Portugal lhe confere ...

Triste país ... triste país que vive de cócoras perante um ignorante e soberbo que todos os dias se auto-masturba perante a sua imagem e se esquece de Portugal ... que cada dia mais afunda a nau porque sabe que o poder é o que mais importa ...

No período eleitoral, os portugueses viram abafadas as seguintes informações:

  • Caso "Face Oculta"
  • Orçamento Rectificativo (Teixeira dos Santos disse em Junho que "jamais" .. estava tudo controlado)
  • Défice de 7% (previsão do Governo)
  • Dívida Pública subiu cerca de 20% só este ano
  • Desemprego muitíssimo perto dos 10% (1 em cada 10 portugueses desempregado)

Como cidadão activo e ainda lúcido tudo farei para combater este estado de coisas, custe o que custar e peço a todos os compatriotas que meditem se, tal como está, este país pode continuar ...

Basta!

domingo, 18 de outubro de 2009

O que falhou no PSD?


Depois de um ciclo eleitoral em que - muitos se parecem esquecer - o PSD venceu 2 das 3 eleições que se realizaram: europeias e autárquicas (tendo apenas perdido as legislativas), é chegado o momento de nos sentarmos todos (sobretudo os que, como eu, são "laranjas") e de reflectirmos no que aconteceu e como se poderá evitar erros semelhantes no futuro:
  1. A eleição de Manuela Ferreira Leite representou uma mudança de paradigma nas últimas lideranças políticas do PSD - um perfil mais austero, mais prudente, menos efusivo e, sobretudo, com menor "verbo" e menos capacidade empática (o que se traduz, inevitavelmente, em menos "carisma" - algum deste, diga-se, tem sido cada vez mais insuflado e fabricado pelos "fazedores de opinião" e pela imprensa ...)

  2. Esta liderança afirmou, desde cedo, que o seu lema e o seu grande projecto político seriam a reabilitação do país através da confiança na verdade e na transparência como formas de acção: a política de verdade. Desta forma, assumindo compromissos e não fazendo promessas, estabelecer-se-ia uma relação de confiança com o eleitorado e restaurar-se-ia algum do prestígio perdido das instituições.

  3. Por outro lado, Manuela Ferreira Leite afirmou a sua vontade de não realizar comícios e grandes manifestações de "política-espectáculo", mantendo uma linha de coerência face à sua leitura da grave situação económica e social do país. Nesta mesma linha de acção política preferiu o contacto de proximidade com as populações e as empresas - o que se reflectiu, naturalmente, na sua campanha eleitoral.

Definidas as grandes linhas gerais, vejamos o que se passou no espaço de tempo entre Maio e Setembro de 2009:

  1. O PSD vence, de forma clara, as eleições europeias (em grande parte pela extraordinária força e capacidade de Paulo Rangel), deitando por terra a estratégia da "roubalheira" de Vital Moreira (que chamou à colação numas eleições europeias o caso BPN, colando-o ao PSD) e os ataques sucessivos da clique socretina. Também, internamante, Manuela Ferreira Leite vence a "sua" batalha: Paulo Rangel foi uma aposta pessoal da líder do PSD! Foi uma cartada alta, arriscada, já que Paulo Rangel vinha fazendo um extraordinário trabalho na Assembleia da República, enquanto líder parlamentar, mas - e bem - entendeu a Presidente do PSD que era necessário começar o ciclo com um "trunfo".

  2. Este triunfo garante a Manuela Ferreira Leite um grande balão de oxigénio, já que, como é consabido, a intriga e a guerrilha interna no PSD nos últimos anos tem sido, verdadeiramente, autofágica e em muito tem contribuído para o desgaste e a perda de eleitorado do Partido. Não nos esqueçamos que uma eventual derrota, mesmo que pequena, poderia ser logo sinal de "pedido de cabeça" e de novo ciclo de instabilidade, desviando-se o partido daquilo que deevrá ser essencial: o país.

  3. No caminho para as Legislativas, Manuela Ferreira Leite termina o Forum "Portugal de Verdade" (na minha opinião, um dos maiores contributos desta liderança para a afirmação de um projecto de governo alternativo e para a convocação de esforços e de vontades - nomeadamente independentes, onde destaco os fantásticos contributos de Belmiro de Azevedo, João César das Neves, Nuno Crato, Daniel Bessa, Maria José Nogueira Pinto e tantas outras figuras de primeiro plano). Para além disso, afirma a sua linha orientadora (até aqui coerente) e que parece estar a ser bem assimilada pelos portugueses (a tal ponto que as sondagens mostram uma tendência até ao final do verão: a proximidade "taco a taco" entre PSD e PS).

  4. Mês de Julho-Agosto. As listas de deputados são enviadas pelas Comissões Políticas Distritais (depois de terem sido aprovadas nos plenários das Assembleias Distritais) para a Comissão Política Nacional, que vai dar o seu parecer sobre as mesmas. Balanço: uma boa parte dos cabeças de lista propostos pelas distritais são substituídos por Manuela Ferreira Leite e pela sua equipa (ex: em Vila Real - Passos Coelho é preterido por Montalvão Machado; Faro - Mendes Bota é preterido por Jorge Bacelar Gouveia; em Santarém - Miguel Relvas é preterido por José Pacheco Pereira; em Bragança - Adão Bastos é preterido por José Ferreira Gomes, etc ...). Para além disso, a líder - pessoalmente - assume a escolha de António Preto e Helena Lopes da Costa, 2 deputados envolvidos em processos judiciais ainda não concluídos e em fase final. No caso de António Preto, a escolha é duplamente simbólica: trata-se de um aliado de longa data da agora Presidente do Partido, que contou com o seu apoio na eleição como Presidente da Distrital de Lisboa (e vice-versa) e que está envolvido no célebre "caso da mala" (infelizmente célebre) que está relacionado com a angariação de fundos na campanha eleitoral interna para a Distrital.

  5. Acresce que, por opção política também pessoal, Manuela Ferreira Leite optou por não incluír na lista o seu adversário nas eleições internas: Pedro Passos Coelho, bem como Miguel Relvas (um dos mais próximos apoiantes do primeiro). Esta opção acabou por ter como consequência uma lista menos ampla, menos representativa, mas que procurou ter uma bancada una em torno da direcção do Partido. Naturalmente que, por um lado, compreendo que Ferreira Leite quisesse (como toda a gente quer, é bom que se diga) uma bancada leal, mas é também verdade que o grupo parlamentar perdeu vozes que lhe poderiam dar, eventualmente, mais riqueza e diversidade.

Foi neste quadro que o PSD partiu para a campanha eleitoral para as eleições legislativas, sendo que se confrontava com as seguintes dificuldades:

  1. A "política de verdade" foi afectada pela escolha de António Preto e Lopes da Costa
  2. O Partido não encarou este combate unido, mas fragmentado nas "velhas" disputas internas (atiçadas pela não escolha de Passos Coelho e pela acusação de que estaria a avançar paar uma linha de facção - o que foi um risco desnecessário)
  3. Uma imprensa marcadamente hostil e que aproveitaria o primeiro sinal para "cilindrar" o partido, já de si um pouco fragilizado por declarações sucessivas na imprensa

A força comunicacional do Partido Socialista (que gasta milhares e milhares em "marketeers" e assessorias de imprensa) e a lógica vitimizadora de Sócrates (para não dizer mentirosa e baixa), aproveitando a seu favor as antigas - e sólidas - ligações entre Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite para "subentender" favorecimentos de Belém ao PSD ...

No final das eleições, porque perdeu o PSD?

  1. Porque na recta final, em primeira instância, não se mostrou mobilizado e unido para o grande combate (note-se que foi, praticamente, a JSD - onde me incluo, com muito gosto e em torno da qual participei neste grande combate - e o núcleo duro de Ferreira Leite - com o concurso de uma/outra "figura nacional" que estiveram ao lado de MFL)
  2. Porque a mensagem não passou e o projecto não pôde ser clara e correctamente apreendido pelas pessoas (presas nos "soundbites" socialistas - como as acusações de que MFL era "salazarista" ou o medo da perda de direitos, ou a privatização da segurança social, enfim ... valeu tudo no jogo sujo do PS!)
  3. Porque MLF foi posta em causa - numa altura em que o que mais importava era o país - pelos seus companheiros de partido (que não souberam por de lado velhas divergências pessoais em vez de reconhecerem o perfil e competência da candidata)
  4. Porque o "caso das Escutas" prejudicou objectivamente o PSD (sendo que foi um erro dedicar tempo de antena, durante a campanha a este tema, mordendo o "isco" da imprensa)
  5. Porque MFL foi educada e "limpa" nos debates (e os portugueses gostam de líderes autoritários, mandões, que imponham "respeitinho" - o português gosta de ser "mandado")

Por último julgo que os portugueses talvez não quisessem um Primeiro-Ministro rigoroso, exigente e, acima de tudo, responsável

A ver vamos qual o destino deste país e o seu futuro

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Conta Corrente: 99 anos de República


O meu post de hoje é breve e conciso.

Que balanço podemos fazer de 99 anos de República (em traços gerais)?
  • A I República foi um dos períodos mais negros da nossa história:- 45 governos em 16 anos;- economia em desaceleração e pobreza (quase) generalizada;- participação na I Guerra Mundial;- “luta de galos”: Afonso Costa, Brito Camacho, António José de Almeida e Bernardino Machado (árbitro)
  • II República:- 28 de Maio (apesar de tudo um dos verdadeiros e genuínos movimentos patrióticos e cívicos de todos estes 99 anos)- Estado Novo
  • III República:- Se exceptuarmos a “lufada de ar fresco” que foi Francisco Sá Carneiro, há muito pouco de que, verdadeiramente, nos possamos orgulhar (só consigo, verdadeiramente, ter admiração pela obra de Cavaco Silva)- Mário Soares é um monárquico, marialvista “reciclado” de laicismo-socialista-jacobino …

São os 100 anos desta série de "maravilhas" que nos prepararamos para comemorar daqui a 1 ano?

E é também para esta "festa" que cada português vai contribuir com 1 Euro?

Sim! É que a Comissão do Centenário da República já tem em seu poder 10 milhões de Euros para gastar ...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

95 teses para não votar Sócrates (2)

48. Um primeiro-ministro que não tem categoria, não vale
49. Fazer figura de "vendedor ambulante"buma cimeira internacional é triste
50. Tentar falar inglês não sabendo - é ridículo
51. Não se pode usar neologismos com fraca pronúncia na sala oval
52. Tentar falar inglês "técnico" junto da maior super-potência mundial é servilismo
53. Ter como grandes parceiros internacionais Khadafi e Chávez é inacreditável
54. Tentar imitar Barack Obama é insólito
55. Elogiar José Eduardo dos Santos só porque é rico fica mal
56. A política lusófona foi esquecida
57. A aceitação do Acordo Ortográfico é uma prova da nossa fraqueza
58. O acordo ortográfico é a prova da nossa inferioridade cultural no universo lusófono
59. A nova fase será a colonização brasileira - na língua, na gente e na mentalidade
60. A política cultural resumiu-se, portanto, ao acordo ortográfico, à polémica do Museu Soares dos Reis e da Colecção Berardo
61. O estudo do IGESPAR que atrasou a construção do túnel de Ceuta só prejudicou o Museu Soares dos Reis e a invicta
62. O Museu Colecção Berardo só prejudica o Centro Cultural de Belém e o Estado e só beneficia o Sr. Comendador
63. O desmatelamento do Museu de Arte Popular é um crime
64. Havia dezenas (senão centenas) de sítios onde fazer o Museu da Língua Portuguesa
65. A saída de Isabel Pires de Lima representou a chegada de um ministro bem pior
66. Sócrates deve ter-se enganado no Pinto Ribeiro (deveria ser o director da Culturgest)
67. A missão Douro (da CCDR-N) não tem redimensionado o turismo no Douro na sua plena potencialidade: é preciso divulgar e preservar património e não apenas criar "camas"
68. Trás-os-Montes precisa de tudo: estradas, dinheiro e atenção
69. A litoralização do país acentuou-se
70. A legalização do aborto veio obrigar à canalização de recursos financeiros do SNS que eram bem mais úteis nos Hospitais e Centros de Saúde
71. O Norte do País tem um desemprego que chega aos 25%
72. O Aeroporto Sá Carneiro (considerado o melhor da Europa no seu escalão) foi asfixiado pelo centralismo estadualista de Lisboa
73. O Metro do Porto foi asfixiado pelo centralismo estadualista de Lisboa
74. As derrapagens de obras públicas a Norte têm mais impacto que a Sul (ex: Casa da Música, Metro, Aeroporto Sá Carneiro)
75. Mário Lino disse "jamais" a Alcochete
76. A Ota era o grande amor do PS: representava a satisfação da vasta clientela socialista (nas autarquias e na mediação imobiliária ...)
77. Mário Lino é um ministro inqualificável
78. Teixeira dos Santos fez o seu papel eficazmente - manter a ilusão de que tudo estava bem e "controlado"
79. Mirandela sofreu um acidente no seu Metro pela falta de investimento público - o TGV é muito mais importante ...
80. O TGV só vai enriquecer empresas estrangeiras e não vai desenvolver as nossas PME's
81. Não temos dinheiro nosso para pagar o TGV
82. A nossa dívida é brutal (quem não tem dinheiro, não tem vícios ...)
83. Augusto Santos Silvas adora "malhar na Direita"
84. Foi uma coisa que, aliás, fez todos os dias
85. A ideia de que os juízes tinham muitas férias e que os tribunais se iriam "desbloquear" com a redução das férias judiciais era tão infantil e ingénua ...
86. O novo "campus" da justiça é mais um exemplo de um "remendo" e não de uma reforma: umm desenrascanço bem à portuguesa (é como por um talho a funcionar numa esquadra)
87. O PGR tentou bater o pé ao governo, mas foi-se acomodando ao "sistema" ...
88. O processo "Freeport" não vai mais a fundo porque há muitas "forças profundas"
89. O novo estatuto da carreira docente do Ensino Superior (politécnico e universitário) representa a "proletarização" e a "precarização" de uma das profissões mais estratégicas ao desenvolvimento do país
90. O ensino superior público vai-se privatizando, mas deseja manter todos os vícios e virtudes do "status quo ante"
91. Usar uma política de fundações nas Universidades pode ser bom na Inglaterra e nos EUA, mas será em Portugal?
92. Manuel Pinho deu-nos algumas manchetes internacionais ao longo de 4 anos e meio
93. Severiano Teixeira quase não existiu ...
94. Em 4 anos e meio pioramos em quase todos os indicadores (défice das contas públicas, desemprego, pobreza e exclusão social, criação de empresas, desenvolvimento humano, qualidade da democracia ...)
95. Está na altura de mudar de vida! Basta!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

(Breve) Catálogo das Asfixias


Desde há alguns meses que Manuela Ferreira Leite criou uma simples e fantástica expressão - asfixia democrática - para descrever, de forma pungente, o modo como o tentacular polvo socialista vai tomando conta de tudo e de todos, sobretudo dos que mais se lhe opõem.

Gostaria de fazer uma breve resenha das mais conhecidas "asfixias" a que tivemos - infelizmente - a oportunidade de assistir, nos últimos 4 anos e meio:

ASFIXIA DEMOCRÁTICA
  • 7 jornalistas foram processados por José Sócrates pelo facto de fazerem uso de um dos mais basilares princípios democráticos: a Liberdade de Expressão
  • José Sócrates desrespeitou, permanentemente TODAS as oposições, dizendo até à exaustão, que os vários partidos não tinham ideias, que só pensavam em criticar o governo e que não tinham qualquer alternativa a apresentar
  • Foram afastados vários responsáveis da Administração Pública, APENAS pelo facto de discordarem das opções governamentais! Lembro apenas o caso da Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, que foi afastada por Correia de Campos, por se recusar a alinhar em actos propagandísticos
  • A comunicação social foi ferreamente disciplinada e dividida entre "seguidista" e "rebelde" - no primeiro caso temos o DN (e a RTP), no segundo temos o "Público" (e a TVI)
  • A discordância foi transformada em ataque pessoal

ASFIXIA POLÍTICA

  • Este governo começou logo por fazer caír o "inconveniente" ministro Luís Campos e Cunha (que se opôs às grandes opções do betão e das obras públicas, como o TGV)
  • Os debates quinzenais (uma mera manobra propagandística) na AR foram transformados num mar de "soundbites" governamentais, em vez de serem um momento de esclarecimento das políticas desenvolvidas
  • Sócrates, qual Eucalipto, secou o PS ideologicamente e fez com que tudo gerasse à sua volta (no Partido e no Governo)

ASFIXIA ECONÓMICA

  • O PS tomou de assalto todas as grandes empresas deste país (públicas e mesmo privadas), por forma a colocar pessoas da confiança do Primeiro-Ministro para que este possa - "paternalmente" - controlar tudo à sua volta: Fernando Gomes (GALP), Rui Cunha (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), Luís Nazaré (CTT - até 2008), José Penedos (REN), Francisco Cardoso Reis (CP), Carlos Santos Ferreira e Armando Vara (BCP), Pina Moura (Iberdrola e Media Capital) ... etc ... etc ...

Há que ter memória e não esquecer todas estas incidências ...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Eleição das nossas vidas


A eleição de Domingo é a eleição da nossas vidas!

Quem se resignar a um país pobre, endividado, sem esperança e hipotecado, deve votar no PS

Quem quiser seriedade, competência e poupar hoje a pensar no amanhã, deverá votar PSD

As restantes opções são igualmente válidas, ainda que seja de referir que uma maioria de esquerda (com CDU e BE) não vai resolver os problemas do país – pelo contrário: vai agravá-los.
A(s) esquerda(s) quer nacionalizações (!) – sim repito: nacionalizações! – e a omnipresença do Estado (ainda mais) na vida do país. Se optarmos por esta via, estamos a andar para trás

Notas para reflexão:
  • Nos últimos 14 anos, o Partido Socialista governou 11 e meio
  • Em 2005, o nosso défice externo era de 65% do PIB e hoje é de 100% do PIB (ou seja, toda a riqueza nacional – a manterem-se previsões – produzida num ano!)
  • O desemprego disparou da casa dos 7%, em 2005 para muito perto dos 10% em 2009
  • A pobreza aumentou
  • Os reformados tiveram as suas pensões reduzidas pela “reforma da Segurança Social”

Votar no PS é deixar tudo na mesma!

domingo, 12 de julho de 2009

Estamos de férias?


Caros Amigos e Visitantes Assíduos

A equipa deste blog pede desculpa a todos pelas "postagens" intermitentes e pelo absentismo de movimento que aqui se tem vindo a registar ...

Um final de ano lectivo com muito trabalho e mais alguns desafios (meus e dos meus colegas) assim têm imposto.

Não quer isto dizer que estejamos a "dormir". Nada disso ...

Estamos apenas a observar a realidade portuguesa a partir do nosso divã (como é timbre deste blog, em particular).

Nos últimos tempos, assistimos às cenas dos últimos capítulos (esperemos) deste Governo de má memória ... Este penoso epílogo tem-nos levado a perceber a falta de vergonha pelos eleitores e de respeito por essa nobre casa da Democracia que é o Parlamento ...

Julgo que já não há palavras que restem aos (inenarráveis) defensores do Socretinismo para tentarem "tapar o sol com a peneira" da maioria esmagadora da população portuguesa "sem palas" ...

Esperemos agora que toda a oposição apresente os seus programas e ideias para percebermos qual a melhor forma de por termo a esta sucessão de disparates que tanto empobrecem e periferizam Portugal face aos seus parceiros.




segunda-feira, 8 de junho de 2009

A(s) Vitória(s) e a Derrota


A passada noite trouxe - para muitos incautos - surpresas inimagináveis há umas semanas atrás ...

Suponho - na minha ingenuidade - que estes "incautos" não viajem em transportes públicos, não vão ao mercado ou à mercearia, não vão ao futebol ou a qualquer outro distinto "ajuntamento" de cidadãos (já não falo em manifestações ...!) e que, portanto, desconheçam o sentir e o pensar popular ...

Porque só assim é possível que não tenham percebido que o grande derrotado fosse o PS e as suas políticas trauliteiramente fascizóides, polvilhadas de um cripto-estalinismo e de uns laivos de castrismo!

Mas vamos ao que interessa: a quem ganhou!

Julgo que todos reconhecerão - mais ou menos, com maior sofrimento ou com mais satisfação - que o grande vencedor foi o PSD, que teve que lutar de forma aguerrida nesta campanha eleitoral contra 3 forças principais: a "indústria" das sondagens, a "máquina" de propaganda governamental e o facto-político-consumado de que Sócrates era invencível e que as eleições iriam ser - pese embora a sua manifesta incompetência! - um passeio!!!!

Por outro lado, Manuela Ferreira Leite mostrou "garra" e capacidade de liderança ao afirmar a sua linha política, o seu candidato e ao dizer quem mandava dentro do PSD! Manuela tinha nesta contenda eleitoral 2 batalhas: a interna - que venceu com distinção ao mostrar aos putativos candidatos a líder do PSD que está para ficar e de boa saúde política; e a externa - mostrar aos Portugueses que era capaz de corporizar uma alternativa política de verdade e de competência em contraste com os "sound bites" inconsistentes deste governo.


É preciso não esquecer que Paulo Rangel foi uma escolha pessoal da líder - para desagrado de muitos - e que se revelou uma agradável surpresa para muitos e uma "certeza" confirmada para outros. Outro grande vencedor destas eleições e, sobretudo, uma esperança para o futuro político de Portugal numa razoável hipótese de poder ser Presidente do PSD no largo prazo.

Outros vencedores:
  • o BE: que passa a terceira força política e consegue 3 deputados (!?)

  • a CDU (PCP-PEV): que se consolida e sobe na votação

  • o CDS-PP: que as empresas de sondagens há tanto tempo andam a tentar enterrar, mas no qual a população teima em continuar a apostar, tendo subido a sua votação (Parabéns pela moção de censura e, sobretudo, por aquilo que ela pode representar para o CDS: a apresentação de um programa político alternativo!)

  • Laurinda Alves - rosto no qual o MEP apostou e que lhe valeu alguns milhares de votos (cerca de 2% da votação)pela sua consistência e brio intelectual

  • E finalmente: Portugal - porque ganhou consciência de que, em Democracia, não estamos fatalmente destinados a aceitar passivamente a mediocridade governativa!

VIVA PORTUGAL!