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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Adivinhem quem tinha razão em 2009?

Artigo no Expresso de 3 de Outubro de 2009:

"O nosso nível de endividamento externo, o aumento do desemprego, o desequilíbrio das contas públicas, a baixa produtividade, a perda de competitividade, a divergência com a União Europeia constituem problemas estruturais muito sérios"

"Se não soubermos inovar, poupar e investir de forma produtiva [...] não será fácil explicar o que nos espera"

Manuela Ferreira Leite:
- Sempre falou que a dívida era imensa e um pesado fardo a combater
- Que não fazia sentido fazer mega-investimentos públicos, porque não havia dinheiro para pagar
- Que o TGV não poderia ser feito agora
- Que o PS não estava a falar verdade aos Portugueses

E ESTAVA EM TUDO CERTA!!!!!

Veja-se esta actualíssima análise de Luís Marques Mendes feita em 24 de Setembro de 2009, no Jornal I, sobre a urgência de ter votado PSD...

Também encontrarão uma boa leitura "reflexiva" sobre o que poderia ter sido votar PSD em 2009, através da pena de Sofia Galvão, então vice-presidente laranja, aqui

E, já agora, este texto de Biancard Cruz sobre a diferença entre PS e PSD.

Quem votou Sócrates 2009 sabia muito bem que era Sócrates...
Agora não se queixem!

domingo, 18 de outubro de 2009

O que falhou no PSD?


Depois de um ciclo eleitoral em que - muitos se parecem esquecer - o PSD venceu 2 das 3 eleições que se realizaram: europeias e autárquicas (tendo apenas perdido as legislativas), é chegado o momento de nos sentarmos todos (sobretudo os que, como eu, são "laranjas") e de reflectirmos no que aconteceu e como se poderá evitar erros semelhantes no futuro:
  1. A eleição de Manuela Ferreira Leite representou uma mudança de paradigma nas últimas lideranças políticas do PSD - um perfil mais austero, mais prudente, menos efusivo e, sobretudo, com menor "verbo" e menos capacidade empática (o que se traduz, inevitavelmente, em menos "carisma" - algum deste, diga-se, tem sido cada vez mais insuflado e fabricado pelos "fazedores de opinião" e pela imprensa ...)

  2. Esta liderança afirmou, desde cedo, que o seu lema e o seu grande projecto político seriam a reabilitação do país através da confiança na verdade e na transparência como formas de acção: a política de verdade. Desta forma, assumindo compromissos e não fazendo promessas, estabelecer-se-ia uma relação de confiança com o eleitorado e restaurar-se-ia algum do prestígio perdido das instituições.

  3. Por outro lado, Manuela Ferreira Leite afirmou a sua vontade de não realizar comícios e grandes manifestações de "política-espectáculo", mantendo uma linha de coerência face à sua leitura da grave situação económica e social do país. Nesta mesma linha de acção política preferiu o contacto de proximidade com as populações e as empresas - o que se reflectiu, naturalmente, na sua campanha eleitoral.

Definidas as grandes linhas gerais, vejamos o que se passou no espaço de tempo entre Maio e Setembro de 2009:

  1. O PSD vence, de forma clara, as eleições europeias (em grande parte pela extraordinária força e capacidade de Paulo Rangel), deitando por terra a estratégia da "roubalheira" de Vital Moreira (que chamou à colação numas eleições europeias o caso BPN, colando-o ao PSD) e os ataques sucessivos da clique socretina. Também, internamante, Manuela Ferreira Leite vence a "sua" batalha: Paulo Rangel foi uma aposta pessoal da líder do PSD! Foi uma cartada alta, arriscada, já que Paulo Rangel vinha fazendo um extraordinário trabalho na Assembleia da República, enquanto líder parlamentar, mas - e bem - entendeu a Presidente do PSD que era necessário começar o ciclo com um "trunfo".

  2. Este triunfo garante a Manuela Ferreira Leite um grande balão de oxigénio, já que, como é consabido, a intriga e a guerrilha interna no PSD nos últimos anos tem sido, verdadeiramente, autofágica e em muito tem contribuído para o desgaste e a perda de eleitorado do Partido. Não nos esqueçamos que uma eventual derrota, mesmo que pequena, poderia ser logo sinal de "pedido de cabeça" e de novo ciclo de instabilidade, desviando-se o partido daquilo que deevrá ser essencial: o país.

  3. No caminho para as Legislativas, Manuela Ferreira Leite termina o Forum "Portugal de Verdade" (na minha opinião, um dos maiores contributos desta liderança para a afirmação de um projecto de governo alternativo e para a convocação de esforços e de vontades - nomeadamente independentes, onde destaco os fantásticos contributos de Belmiro de Azevedo, João César das Neves, Nuno Crato, Daniel Bessa, Maria José Nogueira Pinto e tantas outras figuras de primeiro plano). Para além disso, afirma a sua linha orientadora (até aqui coerente) e que parece estar a ser bem assimilada pelos portugueses (a tal ponto que as sondagens mostram uma tendência até ao final do verão: a proximidade "taco a taco" entre PSD e PS).

  4. Mês de Julho-Agosto. As listas de deputados são enviadas pelas Comissões Políticas Distritais (depois de terem sido aprovadas nos plenários das Assembleias Distritais) para a Comissão Política Nacional, que vai dar o seu parecer sobre as mesmas. Balanço: uma boa parte dos cabeças de lista propostos pelas distritais são substituídos por Manuela Ferreira Leite e pela sua equipa (ex: em Vila Real - Passos Coelho é preterido por Montalvão Machado; Faro - Mendes Bota é preterido por Jorge Bacelar Gouveia; em Santarém - Miguel Relvas é preterido por José Pacheco Pereira; em Bragança - Adão Bastos é preterido por José Ferreira Gomes, etc ...). Para além disso, a líder - pessoalmente - assume a escolha de António Preto e Helena Lopes da Costa, 2 deputados envolvidos em processos judiciais ainda não concluídos e em fase final. No caso de António Preto, a escolha é duplamente simbólica: trata-se de um aliado de longa data da agora Presidente do Partido, que contou com o seu apoio na eleição como Presidente da Distrital de Lisboa (e vice-versa) e que está envolvido no célebre "caso da mala" (infelizmente célebre) que está relacionado com a angariação de fundos na campanha eleitoral interna para a Distrital.

  5. Acresce que, por opção política também pessoal, Manuela Ferreira Leite optou por não incluír na lista o seu adversário nas eleições internas: Pedro Passos Coelho, bem como Miguel Relvas (um dos mais próximos apoiantes do primeiro). Esta opção acabou por ter como consequência uma lista menos ampla, menos representativa, mas que procurou ter uma bancada una em torno da direcção do Partido. Naturalmente que, por um lado, compreendo que Ferreira Leite quisesse (como toda a gente quer, é bom que se diga) uma bancada leal, mas é também verdade que o grupo parlamentar perdeu vozes que lhe poderiam dar, eventualmente, mais riqueza e diversidade.

Foi neste quadro que o PSD partiu para a campanha eleitoral para as eleições legislativas, sendo que se confrontava com as seguintes dificuldades:

  1. A "política de verdade" foi afectada pela escolha de António Preto e Lopes da Costa
  2. O Partido não encarou este combate unido, mas fragmentado nas "velhas" disputas internas (atiçadas pela não escolha de Passos Coelho e pela acusação de que estaria a avançar paar uma linha de facção - o que foi um risco desnecessário)
  3. Uma imprensa marcadamente hostil e que aproveitaria o primeiro sinal para "cilindrar" o partido, já de si um pouco fragilizado por declarações sucessivas na imprensa

A força comunicacional do Partido Socialista (que gasta milhares e milhares em "marketeers" e assessorias de imprensa) e a lógica vitimizadora de Sócrates (para não dizer mentirosa e baixa), aproveitando a seu favor as antigas - e sólidas - ligações entre Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite para "subentender" favorecimentos de Belém ao PSD ...

No final das eleições, porque perdeu o PSD?

  1. Porque na recta final, em primeira instância, não se mostrou mobilizado e unido para o grande combate (note-se que foi, praticamente, a JSD - onde me incluo, com muito gosto e em torno da qual participei neste grande combate - e o núcleo duro de Ferreira Leite - com o concurso de uma/outra "figura nacional" que estiveram ao lado de MFL)
  2. Porque a mensagem não passou e o projecto não pôde ser clara e correctamente apreendido pelas pessoas (presas nos "soundbites" socialistas - como as acusações de que MFL era "salazarista" ou o medo da perda de direitos, ou a privatização da segurança social, enfim ... valeu tudo no jogo sujo do PS!)
  3. Porque MLF foi posta em causa - numa altura em que o que mais importava era o país - pelos seus companheiros de partido (que não souberam por de lado velhas divergências pessoais em vez de reconhecerem o perfil e competência da candidata)
  4. Porque o "caso das Escutas" prejudicou objectivamente o PSD (sendo que foi um erro dedicar tempo de antena, durante a campanha a este tema, mordendo o "isco" da imprensa)
  5. Porque MFL foi educada e "limpa" nos debates (e os portugueses gostam de líderes autoritários, mandões, que imponham "respeitinho" - o português gosta de ser "mandado")

Por último julgo que os portugueses talvez não quisessem um Primeiro-Ministro rigoroso, exigente e, acima de tudo, responsável

A ver vamos qual o destino deste país e o seu futuro

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

95 teses para não votar Sócrates (2)

48. Um primeiro-ministro que não tem categoria, não vale
49. Fazer figura de "vendedor ambulante"buma cimeira internacional é triste
50. Tentar falar inglês não sabendo - é ridículo
51. Não se pode usar neologismos com fraca pronúncia na sala oval
52. Tentar falar inglês "técnico" junto da maior super-potência mundial é servilismo
53. Ter como grandes parceiros internacionais Khadafi e Chávez é inacreditável
54. Tentar imitar Barack Obama é insólito
55. Elogiar José Eduardo dos Santos só porque é rico fica mal
56. A política lusófona foi esquecida
57. A aceitação do Acordo Ortográfico é uma prova da nossa fraqueza
58. O acordo ortográfico é a prova da nossa inferioridade cultural no universo lusófono
59. A nova fase será a colonização brasileira - na língua, na gente e na mentalidade
60. A política cultural resumiu-se, portanto, ao acordo ortográfico, à polémica do Museu Soares dos Reis e da Colecção Berardo
61. O estudo do IGESPAR que atrasou a construção do túnel de Ceuta só prejudicou o Museu Soares dos Reis e a invicta
62. O Museu Colecção Berardo só prejudica o Centro Cultural de Belém e o Estado e só beneficia o Sr. Comendador
63. O desmatelamento do Museu de Arte Popular é um crime
64. Havia dezenas (senão centenas) de sítios onde fazer o Museu da Língua Portuguesa
65. A saída de Isabel Pires de Lima representou a chegada de um ministro bem pior
66. Sócrates deve ter-se enganado no Pinto Ribeiro (deveria ser o director da Culturgest)
67. A missão Douro (da CCDR-N) não tem redimensionado o turismo no Douro na sua plena potencialidade: é preciso divulgar e preservar património e não apenas criar "camas"
68. Trás-os-Montes precisa de tudo: estradas, dinheiro e atenção
69. A litoralização do país acentuou-se
70. A legalização do aborto veio obrigar à canalização de recursos financeiros do SNS que eram bem mais úteis nos Hospitais e Centros de Saúde
71. O Norte do País tem um desemprego que chega aos 25%
72. O Aeroporto Sá Carneiro (considerado o melhor da Europa no seu escalão) foi asfixiado pelo centralismo estadualista de Lisboa
73. O Metro do Porto foi asfixiado pelo centralismo estadualista de Lisboa
74. As derrapagens de obras públicas a Norte têm mais impacto que a Sul (ex: Casa da Música, Metro, Aeroporto Sá Carneiro)
75. Mário Lino disse "jamais" a Alcochete
76. A Ota era o grande amor do PS: representava a satisfação da vasta clientela socialista (nas autarquias e na mediação imobiliária ...)
77. Mário Lino é um ministro inqualificável
78. Teixeira dos Santos fez o seu papel eficazmente - manter a ilusão de que tudo estava bem e "controlado"
79. Mirandela sofreu um acidente no seu Metro pela falta de investimento público - o TGV é muito mais importante ...
80. O TGV só vai enriquecer empresas estrangeiras e não vai desenvolver as nossas PME's
81. Não temos dinheiro nosso para pagar o TGV
82. A nossa dívida é brutal (quem não tem dinheiro, não tem vícios ...)
83. Augusto Santos Silvas adora "malhar na Direita"
84. Foi uma coisa que, aliás, fez todos os dias
85. A ideia de que os juízes tinham muitas férias e que os tribunais se iriam "desbloquear" com a redução das férias judiciais era tão infantil e ingénua ...
86. O novo "campus" da justiça é mais um exemplo de um "remendo" e não de uma reforma: umm desenrascanço bem à portuguesa (é como por um talho a funcionar numa esquadra)
87. O PGR tentou bater o pé ao governo, mas foi-se acomodando ao "sistema" ...
88. O processo "Freeport" não vai mais a fundo porque há muitas "forças profundas"
89. O novo estatuto da carreira docente do Ensino Superior (politécnico e universitário) representa a "proletarização" e a "precarização" de uma das profissões mais estratégicas ao desenvolvimento do país
90. O ensino superior público vai-se privatizando, mas deseja manter todos os vícios e virtudes do "status quo ante"
91. Usar uma política de fundações nas Universidades pode ser bom na Inglaterra e nos EUA, mas será em Portugal?
92. Manuel Pinho deu-nos algumas manchetes internacionais ao longo de 4 anos e meio
93. Severiano Teixeira quase não existiu ...
94. Em 4 anos e meio pioramos em quase todos os indicadores (défice das contas públicas, desemprego, pobreza e exclusão social, criação de empresas, desenvolvimento humano, qualidade da democracia ...)
95. Está na altura de mudar de vida! Basta!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

(Breve) Catálogo das Asfixias


Desde há alguns meses que Manuela Ferreira Leite criou uma simples e fantástica expressão - asfixia democrática - para descrever, de forma pungente, o modo como o tentacular polvo socialista vai tomando conta de tudo e de todos, sobretudo dos que mais se lhe opõem.

Gostaria de fazer uma breve resenha das mais conhecidas "asfixias" a que tivemos - infelizmente - a oportunidade de assistir, nos últimos 4 anos e meio:

ASFIXIA DEMOCRÁTICA
  • 7 jornalistas foram processados por José Sócrates pelo facto de fazerem uso de um dos mais basilares princípios democráticos: a Liberdade de Expressão
  • José Sócrates desrespeitou, permanentemente TODAS as oposições, dizendo até à exaustão, que os vários partidos não tinham ideias, que só pensavam em criticar o governo e que não tinham qualquer alternativa a apresentar
  • Foram afastados vários responsáveis da Administração Pública, APENAS pelo facto de discordarem das opções governamentais! Lembro apenas o caso da Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, que foi afastada por Correia de Campos, por se recusar a alinhar em actos propagandísticos
  • A comunicação social foi ferreamente disciplinada e dividida entre "seguidista" e "rebelde" - no primeiro caso temos o DN (e a RTP), no segundo temos o "Público" (e a TVI)
  • A discordância foi transformada em ataque pessoal

ASFIXIA POLÍTICA

  • Este governo começou logo por fazer caír o "inconveniente" ministro Luís Campos e Cunha (que se opôs às grandes opções do betão e das obras públicas, como o TGV)
  • Os debates quinzenais (uma mera manobra propagandística) na AR foram transformados num mar de "soundbites" governamentais, em vez de serem um momento de esclarecimento das políticas desenvolvidas
  • Sócrates, qual Eucalipto, secou o PS ideologicamente e fez com que tudo gerasse à sua volta (no Partido e no Governo)

ASFIXIA ECONÓMICA

  • O PS tomou de assalto todas as grandes empresas deste país (públicas e mesmo privadas), por forma a colocar pessoas da confiança do Primeiro-Ministro para que este possa - "paternalmente" - controlar tudo à sua volta: Fernando Gomes (GALP), Rui Cunha (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), Luís Nazaré (CTT - até 2008), José Penedos (REN), Francisco Cardoso Reis (CP), Carlos Santos Ferreira e Armando Vara (BCP), Pina Moura (Iberdrola e Media Capital) ... etc ... etc ...

Há que ter memória e não esquecer todas estas incidências ...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Medina Carreira dixit


LC – Preferia ver Manuela Ferreira Leite à frente do Governo em vez de José Sócrates?

Medina Carreira - Eu não preferia ver. A Manuela Ferreira Leite poder trazer à política uma coisa que é essencial, que é a seriedade.

ARF – E já agora a verdade.

Medina Carreira - A verdade. Seriedade. Nós não temos seriedade na política. Isto é um espectáculo, uma aldrabice pegada. Manuela Ferreira Leite abre a boca e passado duas horas já estão duas pessoas a bater-lhe nas canelas. É o Santos Silva e o Pedro Silva Pereira. Eu nunca vi isso. Quando estive no Governo não tínhamos dois ministros para irem atacar os outros. O País está a ser gerido por medíocres.

ler aqui (Correio da Manhã)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Eleição das nossas vidas


A eleição de Domingo é a eleição da nossas vidas!

Quem se resignar a um país pobre, endividado, sem esperança e hipotecado, deve votar no PS

Quem quiser seriedade, competência e poupar hoje a pensar no amanhã, deverá votar PSD

As restantes opções são igualmente válidas, ainda que seja de referir que uma maioria de esquerda (com CDU e BE) não vai resolver os problemas do país – pelo contrário: vai agravá-los.
A(s) esquerda(s) quer nacionalizações (!) – sim repito: nacionalizações! – e a omnipresença do Estado (ainda mais) na vida do país. Se optarmos por esta via, estamos a andar para trás

Notas para reflexão:
  • Nos últimos 14 anos, o Partido Socialista governou 11 e meio
  • Em 2005, o nosso défice externo era de 65% do PIB e hoje é de 100% do PIB (ou seja, toda a riqueza nacional – a manterem-se previsões – produzida num ano!)
  • O desemprego disparou da casa dos 7%, em 2005 para muito perto dos 10% em 2009
  • A pobreza aumentou
  • Os reformados tiveram as suas pensões reduzidas pela “reforma da Segurança Social”

Votar no PS é deixar tudo na mesma!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Por quê votar em Manuela Ferreira Leite? (4)

  • Porque tem um currículo académico e político relevante e de qualidade
  • Porque é honesta e competente
  • Porque é determinada
  • Porque não faz política como os outros políticos
  • Porque é capaz de lutar contra grandes forças

PORQUE é, de longe, a melhor primeira-ministra que Portugal pode ter num momento em que o país vagueia, sonâmbulo, rumo ao precipício ..,

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Por quê votar em Manuela Ferreira Leite? (3)


Porque não há honestidade intelectual na avaliação das suas propostas, do seu desempenho ...

Porque os "comentadores" políticos não conseguem "radiografar" um político fora das suas circunscritas fronteiras analíticas ...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fantástica Manuela

Manuela Ferreira Leite apresentou-se hoje - em grande forma - no "esmiuça os sufrágios", dos Gato Fedorento. Solta, descontraída e - fiel ao seu estilo - serena ao mesmo tempo.

Desde o princípio que MFL entrou em amena cavaqueira com Ricardo Araújo Pereira. Meteu-se com o entrevistador por causa das suas preferências políticas (e a propósito da questão casamento-procriação, lançando a "batata quente" de forma muito hábil) e consegiu arrancar deste membro dos "gato" alguns sorrisos indisfaçáveis.

A grande vantagem de MFL é que toda a gente tem sempre fracas expectativas em relação ao seu desempenho televisivo - e a Presidente do PSD, consciente deste seu papel de "outsider" mediática, aproveita, brilhatemente, esta vaga de fundo adversa transformando-a num trunfo a seu favor!

Este é, neste momento, um dos grandes trunfos de MFL nesta campanha: a sua argúcia política.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Por quê votar em Manuela Ferreira Leite?

Porque é uma pessoa responsável, honesta e que tem um percurso profissional e político que lhe dão a experiência e a prudência necessária para resgatar Portugal do covil de incompetência que se abateu sobre a nossa pátria.

Além do mais, é uma figura respeitada e prestigiada na Europa e não assumirá, certamente, uma posição de caixeira viajante a vender "Magalhães" em cimeiras internacionais, nem fará favores a países mais poderosos - como agora se viu no caso TGV-Espanha.

É, acima de tudo, uma mulher determinada e que tem muita experiência política.

domingo, 13 de setembro de 2009

Debate Claro


Tivemos ontem ocasião de assistir ao debate político - entre José Sócrates (JS) e Manuela Ferreira Leite (MFL) - mais importante para o futuro do país na próxima década. Os interlocutores não podiam ser mais distintos:
  • no que JS é espectáctulo e teatralidade "comunicacional", MFL é austeridade e autenticidade.
  • no que JS é hábil politicamente, MFL é cautelosa e prudente

  • no que JS manipula, MFL fala verdade

Sobre o debate de ontem (mais de uma hora ...) gostaria de começar por dizer que José Sócrates começou mal: mostrou a sua habitual e já célebre asfixia democrática e a sua prepotência sobre Clara de Sousa ao dizer "não era isto que tínhamos combinado" ...

Julgo que, em geral, JS esteve muito nervoso (um dos pormenores que reparei é que não sabia o que fazer às mãos, estava irrequieto, tendia a franzir sobrolho e a mostrar tiques nervosos) e MFL esteve mais calma e serena.

Sócrates passsou mais de 50% do debate a falar dos governos do PSD-CDS (2 anos e meio em 15 anos de contracção económica dominada pelo PS) como se tivesse receio que se falasse na sua própria governação!

Simultaneamente - como sempre - JS esteve mais hábil e manipulador nos "truques" retóricos (é uma "lebre" compulsiva) e MFL acabou por caír nas garras destas artimanhas ...

Contudo, não nos enganemos: MFL é uma "raposa" experimentada e com "calo": desarmou Sócrates quando lhe disse que havia pressões do governo espanhol no sentido de avançar com o TGV para que Espanha viesse a beneficiar de um aumento dos seus fundos de coesão da UE ... Sócrates ficou admirado, surpreendido e lívido (MFL apanhou-o bem!)

Sócrates foi igualmente certeiro quando apanhou em falso MFL na questão das SCUT's ... MFL revelou alguma insegurança neste ponto e podia ter sido mais assertiva ...

Em geral, acho que MFL superou largamente as expectativas com que partia para este debate: mostrou mais fluência e capacidade argumentativa, não se deixou enervar pelas interrupções mal educadas e permanentes de Sócrates (muitas vezes era só para dizer "Meu Deus, Meu Deus" ...) e revelou autenticidade e, no fundo, a sua imagem de sempre: determinada, séria e credível.

JS, como sempre, esteve agressivo e contra-atacante (ainda que com um disfarce de cordeiro mal morto ou de cordeiro "zombie", como queiram), mas acima de tudo dissimulou aquele que foi o seu estilo sobranceiro de 4 anos e meio de governo ...

Julgo que ficou claro o perfil de cada um, as suas ideias contrastantes e o facto de - nunca como agora - os portugueses terem 2 perfis tão alternativos e distintos para escolher.

As melhores análises que li ao debate são da autoria do Alexandre Homem Cristo, do Afonso Azevedo Neves e de Sofia Rocha.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Regresso das Sondagens


Depois de - juntamente com o PS - terem sido as maiores derrotadas das últimas eleições europeias, as empresas de sondagens fizeram uma "curta pausa publicitária" (bem ao jeito deste governo socretinizante) e regressaram em força, quais avestruzes que levantam, sofregamente, a cabeça da areia, para voltarem a ditar "ex chatedra" quais as suas "expectativas" para as próximas eleições legislativas, a 27 de setembro.

E, agora, vêm "dizer-nos" que o PS vai vencer as eleições com 34% dos votos e que o PSD se fica pelos 29% ... A sondagem (do Correio da Manhã de hoje) desculpa-se com a taxa de indecisos e diz que esta poderá decidir a vitória de qualquer um dos partidos do "Bloco Central" ...

Mas sempre vai dizendo que o PS mostra "dinâmica de vitória". Gostava que me dissessem como e porquê? (Terá sido a licenciatura, os fraquíssimos resultados económicos e orçamentais, o elevadíssimo desemprego, o freeport ou o affaire Moura Guedes que deram a Sócrates e seus apaniguados essa "dinâmica"?)


1 - Não acredito que o PS vença as eleições

2 - Não acredito que a diferença entre os 2 principais partidos seja tão dilatada

3 - Não acredito que os números da participação e da "indiferença" sejam estes

4 - Acho admirável que o CDS esteja agora na 4ª posição (com 8%) quando nas Europeias as sondagens o colocavam no limiar da sobrevivência ...
Enfim ... Regressaram as fantasias e as elocubrações de tantos e de tantas cujo ganha pão passa pela mistificação destes fait divers


domingo, 6 de setembro de 2009

A Cronologia da Conspiração


Como muitíssimo bem recorda o 31 da Armada a cronologia conspirativa é esta:
  • Primeiro a "Cabala"
  • Depois, as "Forças Ocultas"

  • Mais tarde, as "Campanhas Negras"

  • E para sobremesa - a "Cilada"

O que virá a seguir?

P.S - sobre o Director do Diário da Nação (DN), se dúvidas houvesse ...


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

António Barreto dixit


"Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo. O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas. Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…"

in Jornal "Público", Janeiro de 2008

domingo, 23 de agosto de 2009

As próximas eleições II


O post de hoje é uma tentativa de análise ao perfil cruzado e opções políticas (por núcleos temáticos) dos candidatos principais ao cargo de primeiro-ministro de Portugal: José Sócrates e Manuela Ferreira Leite.

PERSONALIDADE
  • Enquanto José Sócrates "tirou" um curso de forma, no mínimo, desajeitada (e estou a ser tão meigo, meu Deus!), tendo inclusivamente feito cadeiras ao Domingo (!) e pede aos portugueses excelência e esforço na aprendizagem, Manuela Ferreira Leite foi considerada uma das alunas mais bem classificadas do seu Curso e recebeu uma Bolsa de Estudos da Fundação Calouste Gulbenkian

  • Enquanto José Sócrates tem uma postura plástica, artificial, de um político de "teleponto", Manuela Ferreira Leite engasga-se, gagueja, não precisa de papel à sua frente e não recorre à política espectáctulo porque tem o essencial: a competência

  • Enquanto José Sócrates é um carreirista da política e um político profissional (do qual não se conhece NADA que não seja governo-PS e PS-governo), MFL desenvolveu uma carreira técnica prossional paralela no Banco de Portugal, na Banca Privada e na docência universitária

  • Enquanto Sócrates mente e é incompetente, MFL é verdadeira, autêntica e competente

OPÇÕES GOVERNATIVAS - INVESTIMENTO PÚBLICO

  • Enquanto Sócrates opta por aumentar o endividamento de forma galopantes, com Otas's/Alcochetes, TGV's, mais betão e Auto-Estradas (apostando num modelo de obras públicas esgotado e estafado), Manuela Ferreira Leite (MFL) prefere reduzir o endividamento apostando em pequenas obras que desenvolvam a riqueza nacional (dando empreg às nossas PME's e não aos grandes consórcios internacionais e às SOMAGUE's e MOTAS ENGIL'S)

  • Enquanto Sócrates entende que o estado é o motor da Economia, MFL defende que o Estado é um árbitro, um regulador, mas não o actor principal da peça que é o desenvolvimento do país (esse deve ser das empresas e dos cidadãos)

OPÇÕES GOVERNATIVAS - IMPOSTOS

  • Enquanto Sócrates aumentou o custo do trabalho, reduzindo a nossa competitividade, MFL defende a redução da Taxa Social Única e de todas as contribuições que encareçam o custo do trabalho, aumentando a nossa competitividade externa e tornando estas prestações (descontos ao fim do mês para a Segurança Social e Saúde) mais leves para os trabalhadores, aumentando o seu poder de compra.

OPÇÕES GOVERNATIVAS - EDUCAÇÃO

  • Enquanto Sócrates humilhou os Professores, tentando que estes se sujeitassem, de forma intelectualmente inaceitável, ao chicote opressor de uma avaliação seguidista e oportunista, MFL já afirmou apostar na restauração da autoridade dos Professores, na criação de oportunidades para que estes se possam qualificar e na (re)valorização do papel da Escola junto do meio local

  • O modelo de avaliação será revisto

  • A política de exames (com mais provas e mais exigência) será revista

OPÇÕES GOVERNATIVAS - AGRICULTURA

  • Enquanto que Sócrates asfixiou e abafou os agricultores (com um péssimo ministro) , MFL pretende devolver prestígio a este sector, dando-lhe capacidade produtiva e apostas estratégicas para o seu desenvolvimento (sobretudo na capacidade exportadora)

Mas, se querem ver mesmo as diferenças, cliquem aqui e percebam que há muito mais para explorar ...


sábado, 22 de agosto de 2009

As próximas eleições I


Começo hoje uma coluna em que me proponho analisar, de forma mais ou menos pormenorizada, o próximo processo eleitoral tendente a escolher os deputados à Assembleia da República e - mais proverbial e popularmente - a próxima composição governativa.

Como sabem, estão esgotados - espero que definitivamente - 4 anos e meio de maioria absoluta, prepotente, autoritária, arrogante e ignorante de José Sócrates e da sua "camarilha" (com um apêndice discreto que dá pelo nome de Partido Socialista).

Nunca (desde o 25 de Abril de 1974), como nestes 4 anos e meio, se snetiu tanto o peso do chicote do Estatismo em Portugal. A tal ponto que os funcionários públicos temem abrir a boca por "respeitinho" ao chefe e por medo de verem as suas carreira prejudicadas por, legitimamente, discordarem - muitas vezes de forma clara e, por que não, "chamando os bois pelos nomes" (mesmo!) ...
  • O Professor Fernando Charrua foi saneado da estrutura técnica da Direcção Regional de Educação do Norte porque - e muito bem - deu à política de Sócrates e à sua própria figura o nome que esta mereciam

  • O Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho - Padre Albino Carneiro - foi insultado pela inenarrável "popota" Margarida Moreira (a mulher do tal chicote estatista na DREN). Ele que, ainda por cima, é um religioso ...

  • A Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho foi saneada. Vários Professores foram identificados por - legitima e constitucionalmente - se manifestarem contra as políticas educativas soviéticas e autoritárias do Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues.

  • A Directora do Museu Nacional de Arte Antiga, Professora Doutora Dalila Rodrigues, uma mulher competentíssima e que é - talvez - das pessoas que mais sabe de Museus e de Cultura em Portugal, foi saneada pela anterior titular da pasta da Cultura, Isabel Pires de Lima

E tantos, tantos outros exemplos pelo país todo desta vaga de terrorismo de Estado, em que se usa o poder e a influência sobre a vida profissional das pessoas para as obrigar a pensar pela única cabeça possível: a do Estado macrocéfalo e tentacular, feito propriedade e refém dos absolutos senhores do poder - os Socretinos!

A isto chama-se claustrofobia e asfixia democrática. É com que tenhamos memória!

Independentemente do partido ou convicções políticas que cada um tenha, o essencial é desmascarar estes canalhas, removê-los do poder a todo o custo e votar contra o actual PS!

Continuaremos a analisar, com alguma "malha fina", as incidências deste processo eleitoral