quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mais uma imolação no PSD

O PSD parece perito em eliminar os seus melhores, as suas grandes referências e em esquecer que o seu verdadeiro combate está naqueles que, repetidamente e ao longo destes 15 anos, tão mal têm feito a Portugal: os Socialistas!

Depois de Fernando Nogueira e Pedro Santana Lopes é agora a vez de Manuela Ferreira Leite perecer politicamente às mãos daqueles que deveriam combater Sócrates e o seu (des)governo.

É inaceitável que a intervenção ingénua e politicamente irresponsável de Cavaco Silva no chamado "caso das escutas" tenha tido como única consequência visível o claro prejuízo do PSD na campanha (com bastonadas de todos os lados, como se Manuela Ferreira Leite estivesse no lugar de PM e não Sócrates!). Mais uma vez - e depois dos 2 casos já referidos em cima - Cavaco é o máximo e directo responsável pela imolução de mais um candidato a primeiro-ministro do PSD!

É evidente que Manuela Ferreira Leite cometeu muitos erros tácticos - a política é, a este nível e cada vez mais (infelizmente) um jogo táctico - e que teve alguma naturalidade nas suas declarações (o que, na minha opinião, é fantástico) que objectivamente a prejudicaram ...

Tenho pena de ver que o meu Partido trata tão mal as suas grandes referências e baluartes, em prol de "vitórias" (vitoriazinhas de poderes pessoais, pequenos feudos dentro do partido) e de outras jogadas que me recuso a comentar, pela sua vil baixeza ...

Foi o caso de Manuela Ferreira Leite: uma grande Senhora, com grande Determinação, Força, Competência e Seriedade que tão bem faria a um país pobre, pobre e desacreditado!

Como é possível que Menezes possa dizer que não participou na campanha porque não foi "convidado"? Acaso é mais militante que eu ou qualquer outro que participamos nesta campanha espontaneamente e com a única e verdadeira vontade de colocar alguém competente e sério à frente deste país!?

Ter-se-á esquecido Menezes que o seu filho Luís Menezes era candidato a Deputado (e foi eleito) pelo Distrito do Porto? Não lhe ficaria bem - até por isso - estar pronto para batalha e lutar, de coração aberto - como disse repetidamente na Sic Notícias e noutros espaços, junto da direcção e das bases pela derrota de Sócrates?

Entristece-me ver que aqueles que tanto lutaram contra o "baronato" e as "elites" estão hoje a tornar-se "aristocratas" e manipuladores - nas sombras - do Partido na comunicação social!

A grande sangria do PSD neste momento é provocada por pessoas que anseiam viver à custa deste grande partido para serem "gente".

Porém, não passam de "gentalha" ...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um Requiem por Portugal

"O Nascimento do Homem Novo", de Salvador Dali

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

95 teses para não votar Sócrates (2)

48. Um primeiro-ministro que não tem categoria, não vale
49. Fazer figura de "vendedor ambulante"buma cimeira internacional é triste
50. Tentar falar inglês não sabendo - é ridículo
51. Não se pode usar neologismos com fraca pronúncia na sala oval
52. Tentar falar inglês "técnico" junto da maior super-potência mundial é servilismo
53. Ter como grandes parceiros internacionais Khadafi e Chávez é inacreditável
54. Tentar imitar Barack Obama é insólito
55. Elogiar José Eduardo dos Santos só porque é rico fica mal
56. A política lusófona foi esquecida
57. A aceitação do Acordo Ortográfico é uma prova da nossa fraqueza
58. O acordo ortográfico é a prova da nossa inferioridade cultural no universo lusófono
59. A nova fase será a colonização brasileira - na língua, na gente e na mentalidade
60. A política cultural resumiu-se, portanto, ao acordo ortográfico, à polémica do Museu Soares dos Reis e da Colecção Berardo
61. O estudo do IGESPAR que atrasou a construção do túnel de Ceuta só prejudicou o Museu Soares dos Reis e a invicta
62. O Museu Colecção Berardo só prejudica o Centro Cultural de Belém e o Estado e só beneficia o Sr. Comendador
63. O desmatelamento do Museu de Arte Popular é um crime
64. Havia dezenas (senão centenas) de sítios onde fazer o Museu da Língua Portuguesa
65. A saída de Isabel Pires de Lima representou a chegada de um ministro bem pior
66. Sócrates deve ter-se enganado no Pinto Ribeiro (deveria ser o director da Culturgest)
67. A missão Douro (da CCDR-N) não tem redimensionado o turismo no Douro na sua plena potencialidade: é preciso divulgar e preservar património e não apenas criar "camas"
68. Trás-os-Montes precisa de tudo: estradas, dinheiro e atenção
69. A litoralização do país acentuou-se
70. A legalização do aborto veio obrigar à canalização de recursos financeiros do SNS que eram bem mais úteis nos Hospitais e Centros de Saúde
71. O Norte do País tem um desemprego que chega aos 25%
72. O Aeroporto Sá Carneiro (considerado o melhor da Europa no seu escalão) foi asfixiado pelo centralismo estadualista de Lisboa
73. O Metro do Porto foi asfixiado pelo centralismo estadualista de Lisboa
74. As derrapagens de obras públicas a Norte têm mais impacto que a Sul (ex: Casa da Música, Metro, Aeroporto Sá Carneiro)
75. Mário Lino disse "jamais" a Alcochete
76. A Ota era o grande amor do PS: representava a satisfação da vasta clientela socialista (nas autarquias e na mediação imobiliária ...)
77. Mário Lino é um ministro inqualificável
78. Teixeira dos Santos fez o seu papel eficazmente - manter a ilusão de que tudo estava bem e "controlado"
79. Mirandela sofreu um acidente no seu Metro pela falta de investimento público - o TGV é muito mais importante ...
80. O TGV só vai enriquecer empresas estrangeiras e não vai desenvolver as nossas PME's
81. Não temos dinheiro nosso para pagar o TGV
82. A nossa dívida é brutal (quem não tem dinheiro, não tem vícios ...)
83. Augusto Santos Silvas adora "malhar na Direita"
84. Foi uma coisa que, aliás, fez todos os dias
85. A ideia de que os juízes tinham muitas férias e que os tribunais se iriam "desbloquear" com a redução das férias judiciais era tão infantil e ingénua ...
86. O novo "campus" da justiça é mais um exemplo de um "remendo" e não de uma reforma: umm desenrascanço bem à portuguesa (é como por um talho a funcionar numa esquadra)
87. O PGR tentou bater o pé ao governo, mas foi-se acomodando ao "sistema" ...
88. O processo "Freeport" não vai mais a fundo porque há muitas "forças profundas"
89. O novo estatuto da carreira docente do Ensino Superior (politécnico e universitário) representa a "proletarização" e a "precarização" de uma das profissões mais estratégicas ao desenvolvimento do país
90. O ensino superior público vai-se privatizando, mas deseja manter todos os vícios e virtudes do "status quo ante"
91. Usar uma política de fundações nas Universidades pode ser bom na Inglaterra e nos EUA, mas será em Portugal?
92. Manuel Pinho deu-nos algumas manchetes internacionais ao longo de 4 anos e meio
93. Severiano Teixeira quase não existiu ...
94. Em 4 anos e meio pioramos em quase todos os indicadores (défice das contas públicas, desemprego, pobreza e exclusão social, criação de empresas, desenvolvimento humano, qualidade da democracia ...)
95. Está na altura de mudar de vida! Basta!

95 teses para não votar Sócrates (1)

Tal como Martinho Lutero afixou (na Porta da Catedral de Vitemberga) as suas 95 teses contra as indulgências, também eu afixarei, na nobre porta deste blog, as 95 teses que provam a total incapacidade dos apaniguados do senhor Sócrates de tomarem conta de um país de gente de bem que deseja, acima de tudo, o progresso e a paz social.

Moreira da Maia, 25 de Setembro de 2009 (anum horribilum)


1. José Sócrates não cumpriu muito do que prometeu há 4 anos e meio
2. A mudança prometida foi uma mudança para pior
3. Depois de tantas expectativas criadas, o elenco governamental resulta num “remake” (para pior) de muitas das figuras do guterrismo (a começar pelo primeiro-ministro)
4. Os 150.000 empregos prometidos transformaram-se em 500 000 desempregos
5. Sócrates promete não aumentar impostos e aumenta
6. Nos primeiros meses de governo, o novo chefe do executivo deixa cair um dos mais emblemáticos ministros: Luís Campos e Cunha, responsável das finanças, académico independente que está contra os “mega-investimentos”
7. IVA passa de 19 a 21%; IRS e IRC também sobem
8. Portugal acaba esta aventura governativa com um défice muito superior a 2005 (alegadamente de 5% - em 2009 será de 7 %)
9. A nossa dívida externa passou de 64% do PIB (em 2005) para 100% do PIB (2009)
10. As despesas correntes primárias aumentaram
11. As contas públicas não foram consolidadas (como se viu acima)
12. O PRACE foi uma “maquilhagem” do Estado e não uma reforma
13. Os vencimentos (altíssimos) de muitos assessores e as prebendas dadas aos “boys” partidários não foram, sequer, tocadas
14. O PS domestica o “Estadão”
15. A “Reforma da Segurança Social” vai resultar, a prazo, numa diminuição das pensões de todo
16. O aumento da idade da reforma prejudica os jovens
17. Vieira da Silva garantiu compromissos sociais que, com o actual modelo de financiamento, são incomportáveis
18. Este governo não fez reformas, fez remendos
19. A maioria dos ministros foi incompetente
20. O governo não respeito as oposições
21. O governo foi arrogante
22. O governo foi autoritário e prepotente
23. O PR foi cooperante e o governo não teve a sabedoria de o aproveitar
24. O primeiro-ministro não foi capaz de tirar uma licenciatura regular
25. Como se pode pedir exigência aos outros se não é exigente consigo próprio?
26. O mito da excelência na Educação não passou de uma miragem
27. Governar contra os agentes educativos foi insensato e estúpido
28. O novo estatuto da carreira docente criou uma divisão artificial entre “professores de primeira” (titulares) e “professores de segunda” (professores)
29. O fim da remuneração dos estágios pedagógicos foi mais um dos miseráveis erros que revela o desinvestimento da formação de professores
30. A avaliação por quotas inibe o mérito
31. A avaliação de professores tendo por base a burocracia é ridícula
32. O professor ensina, não produz papéis
33. Resumir o ensino a processos burocráticos é não perceber o que é a Educação
34. O sistema de avaliação apenas tem por objectivo poupar dinheiro ao Estado com as remunerações dos professores
35. O actual modelo contribui para a estagnação e o afunilamento da carreira
36. A ministra não teve capacidade, nem inteligência para escutar e parar
37. A DREN fez um vergonhoso papel de “inquisidora-mor”
38. O secretário de estado Valter Lemos falou em “professorzecos”
39. O secretário de estado Jorge Pedreira falou em “gatos” e “ratos”
40. Na Agricultura, apenas 10% dos fundos destinados a Portugal foram aproveitados
41. Os agricultores foram resumidos a uma cambada de “subsidio-dependentes”
42. A negociação das quotas (sobretudo no peixe e no leite) trouxe modestos resultados
43. Não houve uma linha estratégica no desenvolvimento rural
44. Não houve uma linha estratégica nas pescas
45. Foram colocados na mobilidade funcionários de equipamentos tão importantes como, por exemplo, o Museu Agrícola de Entre Douro e Minho
46. Jaime Silva não teve habilidade para gerir uma pasta importante e decisiva para o desenvolvimento do país

47. Quando não se tem visão estratégica de futuro, o único horizonte é o presente

(continua ...)